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terça-feira, 28 de agosto de 2012

ENTREVISTA BRIAN DE PALMA


 O Mestre de Brian de Palma está de volta e no estilo que o consagrou e o fez ser conhecido como sucessor de Hitchcock e ser grande influência para diretores consagrados como Quentin Tarantino.
O novo Filme "Passion" teve seu primeiro trailer lançado e já deixou os fãs na expectativa.
O último filme do diretor foi o Documentário "Guerra sem cortes" de 2007 (confira Entrevista). Confira a entrevista do diretor que participará com seu filme do festival de Veneza. 
Passion é um remake de Crime de Amor, filme de Alain Corneau de 2010 com Ludivine Sagnier e Kristin Scott Thomas.

De Palma: O relacionamento complexo e tórrido entre as duas mulheres construído por Corneau me agradou. É uma boa base para desenvolver uma história mais intrincada e misteriosa em relação ao original, no qual se descobre logo quem matou quem. O prazer do thriller é juntar um mecanismo rico em estratagemas e descortiná-lo apenas no final. 


Então, trata-se de uma revisita cheia de mudanças.

 Sim. No original, a tensão sexual era sugerida, enquanto, no meu filme, ela vai além disso. No início, eu procurava uma atriz madura, parecida com a gerente do filme original. Mas Noomi Rapace me conquistou com o seu carisma. Rachel McAdams leu o roteiro e chegou com Noomi. Elas tinham se conhecido no set do últimoSherlock Holmes e desenvolveram uma relação forte, que usei no filme, aquele modo delas de jogar uma contra a outra, sexy e perigoso ao mesmo tempo.

Cinco anos atrás, o senhor levou a Veneza Guerra sem Cortes, filme sobre a guerra no Iraque. Agora, retorna ao thriller.

Fazia anos que não dirigia esse tipo de filme. Encontrei esse material e comecei a visualizar as imagens da história: uma aventura excitante. Para a música, chamei Pino Donaggio, que colaborou comigo em tantos filmes. O thriller é um gênero que me permite colocar em cena as minhas visões. Em Passion, há sequências oníricas aterrorizantes: um balé, A Tarde de um Fauno, coreografado por Jerome Robbins, que se insere perfeitamente no filme.


O senhor é um habitué do Festival de Veneza.

O público sempre acolheu meus filmes com entusiasmo em Veneza. Amo e frequento a cidade como hóspede do meu amigo Pino Donaggio.



Com Scorsese, Lucas e Spielberg o senhor fundou a Nova Hollywood. Ainda mantém contato com eles?

Nós nos tornamos amigos entre os anos 70 e 80. Chegamos a cair na estrada juntos e, de vez em quando, nos vemos. Mas hoje cada um de nós tem o seu mundo. Vivemos em lugares diferentes, fazemos coisas diferentes. Eu prossegui com a minha busca e hoje estreitei laços com diretores mais jovens como Paul Thomas Anderson e Wes Anderson. Amo e acompanho essa geração: vivo no Greenwich Village. Nós nos encontramos, torcamos roteiros e conselhos.

Quem o senhor consideraria como herdeiros do seu estilo?

Quentin Tarantino. Ele sempre faz coisas visualmente excitantes. Admiro também o talento visionário de Christopher Nolan. Mas, à parte os colossais efeitos especiais, há poucos filmes contados por imagens. É como se tivéssemos, no fim das contas, objetivo de narrar.




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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

ENTREVISTA JENNIFER CARPENTER (DEXTER)

"Dexter" chegou ao final da sua Sexta temporada. 
Confira entrevista de Jennifer Carpenter (de "O Exorcismo de Emily Rose")  que interpreta a personagem Debra Morgan ao "The Hollywood Reporter". 
Jennifer fala sobre as mudanças surpreendentes e as reviravoltas da sua personagem na Sexta temporada, onde terá que enfrentas sentimentos desconhecidos, , questionará a lealdade aos amigos, problemas de relacionamento e uma nova promoção a Tenente, além de uma bombástica revelação no final da temporada...

The Hollywood Reporter: Como a sua abordagem pra interpretar Deb mudou desde os primeiros dias da 1ª temporada quando ela era uma policial casca grossa?
Jennifer Carpenter: O primeiro ano foi absolutamente um aprendizado de como trabalhar na televisão e eu aprecio a aprendizagem que a audiência me proporcionou. Eu sinto que eu pude amadurecer como atriz ao lado de Deb. Eu sinto que a cada ano ela dá saltos enormes - não como um policial, mas como ela evoluiu como uma mulher. Este ano ela aperfeiçoou um pouco suas ferramentas, está um pouco melhor em mascarar seus sentimentos para que ela possa melhorar no trabalho e também ser um pouco mais criativa em como ela tenta penetrar as "proteções" de Dexter.

THR: Ela recebeu duas grandes propostas no episódio de domingo. Qual das duas a assusta mais?
Carpenter: A proposta a tenente certamente porque isso significa que ela está meio que superando a carreira de seu pai, o que é intimidante. Além de Harry, ela não tem nenhum modelo do que é certo e o que é errado, assim como ser uma boa policial. Eu acho que ela sabe exatamente como lidar com a proposta de Quinn, e acho que ela tem certeza sobre onde isso vai dar.

THR: Ela finalmente não quer que nada mude com Quinn. Por que ela não aceitou sua proposta?
Carpenter: Eu acho que eles tem um grande clima. Acho que pela primeira vez na sua vida ela está honrando o que é verdade para ela e sem se preocupar se vai machucar outras pessoas ou o que os outros vão pensar disso. Ela realmente está vivendo sua própria vida e tem o suficiente com tentar fazer o bem por todos os outros, e nem tudo realmente funcionou. Então agora ela vai agir a partir do que ela sabe que é verdadeiro.

THR: Como sua promoção irá impactar sua relação com Quinn?
Carpenter: Será incrivelmente difícil não apenas seu relacionamento com Quinn - mas para Batista - isso deveria ser o seu trabalho. Ele merecia isso, ele tem tempo de serviço, ele tem sido um mentor para ela e é apenas a sombra política que a levará para aquela mesa. Enquanto ela estava, eu acho, nascida para ser uma detetive o foi e ser uma servidora pública, eu acho que há um monte de aprendizado a se fazer lá. Veja como ela usa o vocabulário, ela usa as "bombas-f" como armas e você não pode realmente fazer isso quando se está tentando liderar. Ela tem que encontrar uma nova maneira.

THR: Deb terá que mudar sua abordagem  agora que é uma tenente? Elas quase se tornaram sua marca registrada.
Carpenter: Isso é quem ela é. Ela está tentando encontrar uma maneira de viver sua vida em sua própria pele e ainda ser bem-sucedida. Então ela vai encontrar uma maneira de fazer seu trabalho . Absolutamente (risos)

THR: Como sua promoção terá impacto na sua relação com Dexter? Será que ela vai se apoiar nele como fez nos primeiros dias de vice?
Carpenter: Eu acho que ela se apóia nele cada vez menos. Ela está tentando ser bastante presente e aceitar a relação pelo que é e não tentar manipulá-lo e deixá-lo esperançosamente vir a ela em seu próprio tempo. O que o torna realmente interessante é que agora não há nada para atrasar Deb. Então, quando ela achar uma pista, pode persegui-la imediatamente e não precisa lidar com toda a hierarquia no comando. Assim, Dexter tem que trabalhar muito mais rápido, de formar mais inteligente, trabalhar muito mais duro para que ela não descubra a coisa que ele está tentando manter em segredo.

THR: A promoção de Deb vai ajudá-la a chegar mais perto de descobrir o segredo de Dexter, especialmente pelo fato de que LaGuerta era de ficar só sentada no escritório.
Carpenter: Acho que ela está nos calcanhares dele de qualquer maneira e ainda assim fica a par de tudo o que se passa pelo escritório. Ela está sempre se aproximando, cada segundo de cada dia de cada episódio, cada temporada. Definitivamente mais perto.

THR: Que tipo de conseqüências haverá com Quinn depois que ela recusá-lo e se tornar seu chefe?
Carpenter: Ela vai se vestir e vai fazer seu trabalho e agir como se tudo estivesse bem e esperar que ele entre na linha. Ambos têm suas próprias maneiras de lidar, o que será interessante para Quinn.

THR: Qual é forma da Deb de lidar?
Carpenter: Eu acho que sua maneira de lidar é se concentrar no trabalho. Talvez haja um período de "luto", mas eu acho que porque ela honrou o que ela achava ser certo, haverá uma recompensa nisso também e ela conseguirá algum conforto e força. Vai ser mais um fardo pra ela continuar fazendo as escolhas corretas - finalmente! Escolhas saudáveis​​!

THR: Será este o fim de Deb e Quinn romanticamente?
Carpenter: Isso eu não sei. Eu só sei que não é hora de eles se casarem. (Risos)

THR: Deb também tem a sua primeira conferência de imprensa chegando. Como ela vai lidar com os holofotes do público?
Carpenter: Ela é jogada para os tubarões por LaGuerta e ela é tão "verde" quanto eu me senti na primeira temporada, então ela vai tentar fazer seu melhor. Com Deb é tudo sempre pra pegar o cara mau, tudo pra proteger o que é certo e errado. Então, quando ela tenta fazer a coisa certa e usar as roupas certas e dizer a coisa certa, inevitavelmente tropeça e cai. Mas quando ela é ela própria e fala do seu real interior, então as coisas costumam dar certo.

Tradução: @gabrielMont @paulajes
Fonte: The Hollywood Reporter
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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

ENTREVISTA AFONSO POYART - 2 COELHOS

Estréia Dia 20 de Janeiro um dos filmes mais esperados do cinema Nacional em 2012: Dois Coelhos.
O Filme já causou sensação desde o seu trailer, por fugir do que convencionou-se a esperar do cinema Nacional, recheado de cenas de ação e efeitos, numa linguagem visual que com certeza vai dar o que falar...
Agora é esperar a estréia e conferir a entrevista do diretor: Afonso Poyart para o site Omelete...

http://omelete.uol.com.br/videos/2-coelhos-omelete-entrevista-afonso-poyart/





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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

ENTREVISTA TOM CRUISE, PAULA PATTON & BRAD BIRD

Missão Impossível 4 acaba de chegar as telonas, confira as entrevistas de Tom Cruise, Paula Patton e o diretor Brad Bird para o site: http://omelete.uol.com.br/
(Em breve comentado no CINEMOVIES...)

Acusado pelo bombardeio terrorista ao Kremlin, o agente da IMF Ethan Hunt é desautorizado junto com o resto da agência quando o Presidente dá início ao “Protocolo Fantasma”. Deixado sem qualquer recurso ou apoio, Ethan tem que encontrar uma maneira de limpar o nome de sua agência e prevenir um outro ataque. Para complicar ainda mais as coisas, Ethan é forçado a assumir esta missão com uma equipe de colegas fugitivos da IMF cujos motivos pessoais ele não conhece completamente.




ENTREVISTA: PAULA PATTON
Atriz fala dos lugares que visitou, o trabalho com os atores, Roger Rabbit 2 e Law & Order: SVU


ENTREVISTA TOM CRUISE
"Estamos procurando um roteirista", diz ator sobre um novo Top Gun


ENTREVISTA BRAD BIRD
Brad Bird, direto do filme, fala sobre a transição de animação para live-action
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

ENTREVISTA SELTON MELLO - O PALHAÇO

Entrevista com o diretor e ator Selton Mello, na divulgação do seu novo filme: O Palhaço.

Ele falou um pouco sobre a sua nova experiência atrás das câmeras, suas referências e a resposta do público ao filme, que tem sido muito positiva.
Em O Palhaço, Benjamim (Mello) e Valdemar (Paulo José) formam a dupla Pangaré e Puro Sangue, que rodam as estradas do interior com a trupe do Circo Esperança. O palhaço Benjamin, porém, está em crise. Acha que perdeu a graça.

O Palhaço foi rodado na cidade de Paulínia, interior de São Paulo, e no Parque Estadual do Ibitipoca, em Minas Gerais. O filme foi aclamado nos festivais do Rio, de Brasília e a Mostra de São Paulo.

http://omelete.uol.com.br/videos/o-palhaco-omelete-entrevista-selton-mello/

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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

ENTREVISTA DIRETOR & ELENCO DE HOMEM DO FUTURO


Entrevista com o diretor Cláudio Torres (Redentor , Mulher Invisível) sobre seu novo filme: "O Homem do Futuro"e com elenco que tem: Wagner Moura Alinne Moraes, Maria Luisa Mendonça Gabriel Braga Nunes , Fernando Ceylão .
Zero (Wagner Moura) é um cientista brilhante e solitário que acredita ser infeliz porque 20 anos atrás foi humilhado pelo grande amor da sua vida.
Ao tentar criar uma forma revolucionária de energia volta acidentalmente ao passado e se vê diante da chance de encontrar a si mesmo (20 anos mais jovem) e corrigir os erros de sua própria vida.brTentar manipular os caminhos do tempo é mais difícil e confuso do que possa parecer.

ENTREVISTA DO SITE: www.omelete.com


ENTREVISTA WAGNER MOURA


ENTREVISTA CLÁUDIO TORRES (SET)


ENTREVISTA MARIA LUIZA MENDONÇA


ENTREVISTA GABRIEL BRAGA NUNES & FERNANDO CEILÃO

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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

ENTREVISTA BRYAN CRANSTON - BREAKING BAD

Bryan Cranston fala sobre a nova temporada de Breaking Bad e seus novos Projetos


Breaking Bad é uma série americana criada e produzida por Vince Gilligan.A história de Breaking Bad se passa em Albuquerque, Novo México  e gira em torno de Walter White (Bryan Cranston), um professor de química do ensino secundário/médio pouco apreciado com um filho adolescente que sofre de paralisia cerebral (RJ Mitte) e uma esposa grávida, Skyler (Anna Gunn). Quando o já tenso White é diagnosticado com cancro de pulmão, ele sofre um colapso e abraça uma vida de crimes, produzindo e vendendo metanfetaminas com o seu ex-aluno Jesse Pinkman (Aaron Paul) com o objetivo de assegurar o futuro financeiro de sua família em caso da sua morte.


No dia 1º  de junho, nossos parceiros do site Collider, tiveram a chance de conversar por telefone com Bryan Cranston, o premiado protagonista de Breaking Bad. Com o início da quarta temporada nos Estados Unidos, publicamos agora a entrevista, em que o ator fala não só da série, como também de seu trabalho em O Vingador do Futuro, O Poder e a Lei, Drive,
Você está em Toronto (onde O Vingador do Futuro está sendo filmado)?
Não, estou em Albuquerque. Ainda temos mais dez dias de gravação da quarta temporada.
Interessante. Pensei que já estaria em Toronto.
Estive lá no final de semana para alguns testes de câmera, figurino, maquiagem, esse tipo de coisa. Só pra familiarizar, encontrar com as outras pessoas, conversar um pouco sobre os personagens. Aí voltei pra cá. Vai ser bem divertido filmar O Vingador do Futuro em Toronto. Len Wiseman é um cara ótimo e eu conheci Colin Farrell. Ele é um cara super charmoso. Assisti a uma cena em que ele estava gravando aquele dia e a câmera realmente o ama.
Ama mesmo, mas a câmera também gosta bastante de você. Não acho que esteja tão mal assim.
[risos] Não, a vida é boa.


Tem muita coisa acontecendo na sua vida ultimamente... Você sente como se tivesse ganhado em algum tipo de loteria?
Acho que se você acredita em vidas passadas, eu devo ter sido um cara extremamente necessitado. Devo ter sido maltratado, surrado e forçado a fazer trabalho escravo, porque essa vida tem sido fenomenal. Eu acho que - e digo isso com sinceridade - fui criado com humildade. Éramos uma família de renda média-baixa em uma casa que teve alguns tempos difíceis. É por isso que fico surpreso com todas as oportunidades que aparecem em minha vida agora, com segurança financeira e prêmios artísticos. Eu não espero que essas coisas aconteçam comigo. Sou muito grato a tudo, mas não tenho esse senso de merecimento. Não acho que a vida me deve nada. A única maneira de abordar tudo isso é trabalhar duro e gostar do que faz. Se fizer isso e tiver fé, talvez tenha sorte, digo isso com sinceridade. Eu realmente acredito que nenhuma carreira profissional artística seja possível sem uma boa dose de sorte.
Concordo plenamente. Com a terceira temporada de Breaking Bad já em Blu-Ray e DVD nos Estados Unidos e a quarta temporada começando nos EUA, você pode falar um pouco sobre o que pensa quando olha para as três temporadas que já passaram? Como você acha que será o futuro olhando para tudo o que já rolou?
A primeira temporada foi toda sobre decisões. Foi lá que apresentamos um cara, sua vida, a condição na qual estava, suas decisões limitadas. Já na segunda temporada, mostramos que o plano dele não era tão simples como havíamos imaginado. Existe um efeito cascata e ramificações da decisão que ele tomou. Na terceira temporada, não tinha mais quem enganar. Já sabíamos que ele tinha um lado criminoso, então ele tinha que conseguir moral se não quisesse perder a vida. Para um cara inteligente, ele é ingênuo em vários outros níveis, então ele tinha que aprender como ser um criminoso. Agora na quarta temporada é que realmente vamos ampliar. Tínhamos que ampliar e é justificável. Tudo começou na primeira temporada, um cara que tinha um dilema. Apresentamos sua condição e tudo foi catapultado. A história tinha que se expandir para que os personagens novos pudessem ser introduzidos, as relações ficam mais complicadas. Temos que crescer. Como prometemos, a vida desse cara fica cada vez mais complicada. Então, aquele plano que ele pensou ser simples lá no começo provou-se não é tão simples assim. Tudo fica mais profundo e sombrio. Agora ele precisa encarar o fato de que ele é uma nova pessoa, aceitar essa nova personalidade para que assim possa sobreviver.


Com tanto tempo entre a terceira e a quarta temporada, como foi voltar ao personagem? É uma coisa imediata, como apertar um botão e você já é Walter novamente?
É mesmo como um botão. É só eu ler o primeiro roteiro que já funciono como Walter - tudo parece muito familiar, mesmo que já tenha passado um ano entre o fim da terceira temporada e o início da produção da quarta. Aí então quando visto as típicas roupas de Walter, ponho os óculos, raspo a cabeça, deixo o cavanhaque, fica bem mais fácil. Eu ia dizer que fica confortável, mas a vida de Walter é qualquer coisa, menos confortável.
Vince Giligan teve bastante tempo para criar o arco dessa temporada pelo fato da produção ter sido adiada até o começo do ano. Quanto você já sabia da história? Você prefere esperar e ler um roteiro por vez?
A segunda opção. Os roteiros estão disponíveis para lermos de antemão, mas eu descobri que eles acabam me confundindo. Pelo fato da história ter tantas reviravoltas e surpresas, não me ajuda saber coisas muito à frente daquilo que estamos gravando. Eu teria em minha mente que já conheci uma pessoa, mas na verdade, só a conheceria no próximo episódio, no episódio atual eu apenas ouvi falar dele, então seu nome ainda não é familiar. É esse tipo de coisa que confunde. Walter não sabe o que vai acontecer na próxima hora, que dirá no próximo dia, semana ou ano. Pensando nisso, me ajuda mais ser supreendido e saber apenas aquilo que o personagem sabe, semana a semana.


Ouvi boatos que alguns mini-episódios seriam lançados antes da quarta temporada ir ao ar. Isso ainda está nos planos? Você chegou a gravar alguma coisa?
Não, eu que falei demais ano passado. Eu dei a ideia à Vince [Giligan] e à Sony e todo mundo dizia que tinha gostado. Então quando as pessoas me perguntavam, eu dizia que ia acontecer, porque achava que gostar de uma ideia significava que ela iria tomar forma. Como se o fato de gostar de uma Maserati significasse que eu pudesse ter uma. Aprendi minha lição, porque tivemos que desmentir vários boatos... E seria difícil, especialmente para os roteiristas porque eles já têm que se preocupar com a trama da própria série, não podiam desviar suas atenções para os mini-episódios.


O Poder e a Lei foi um filme no qual você esteve envolvido recentemente e fez um ótimo trabalho, apesar de ter um papel pequeno. Você já sabia que seria um filme tão bom assim quando se envolveu ou apenas cruzou os dedos e torceu pelo melhor?
Tudo começa com um roteiro; eu li este e gostei. Quando algo é bem escrito, há uma chance de ser bom - não significa que vai ser bom, mas tem chances. Se não for bem escrito, não será bom. Pode até ser popular, mas não será bom. Pensando nisso, me pediram para ler o roteiro, eu o fiz e realmente gostei, o que me levou a ter uma conversa com o diretor. Falamos sobre qual dos papéis seria o mais apropriado para mim e o que funcionaria. É mais ou menos como juntar os ingredientes para fazer um bolo - você quer que ele cresça, fique bonito e dê certo.
Eu realmente queria fazer parte daquilo, então pedi que me deixassem escolher um papel. Bill [William H.] Macy já estava no elenco e Matthew [McConaughey] também, então a única coisa que tinha sobrado e que era apropriada para mim era um dos detetives. Escolhi o papel que tinha intenções específicas, um contraponto às visões do protagonista, o que eu achei que seria legal para interpretar. Mas como sempre, você está suscetível a ser cortado. Meu papel em O Poder e a Lei foi consideravelmente cortado, e eu entendo. Existe uma minutagem apropriada para contar a história de um filme e já existem algumas partes pré-determinadas para cortá-lo. Isso é o resultado da habilidade da nossa sociedade de se manter atento a qualquer coisa. Você consegue imaginar se, após ter usado uma internet banda larga, tivesse que usar uma em dial-up? Mas na época que o dial-up foi introduzido, tudo era incrivelmente rápido. Nosso senso de paciência continua a cair cada vez mais. Queremos tudo pra agora. A mesma coisa acontece com o cinema - agora temos que atingir uma audiência mais moderna, diferente daquela de antigamente. Quando eu era criança, os cinemas eram todos em sessão dupla. Sempre íamos ver dois filmes. Você consegue imaginar fazer isso agora? Naquela época, os filmes eram bem mais longos - duas horas ou mais de duração. Estamos falando de quatro horas de cinema.

Para mim, isso não é um problema. Mas você está certo, a audiência só quer uma hora e meia de entretenimento e é isso.
Exatamente.
Mas pelo lado positivo, tenho certeza que o filme vai ter uma versão estendida em Blu-Ray ou DVD. Para fãs do filme, tenho certeza que vai existir uma versão com todo o material.
Eu espero que eles ponham as cenas deletadas. Mas o filme foi bom e eu gostei. Pessoalmente, acho que esse foi um dos melhores filmes que o Matthew já fez. Brad Furman, nosso diretor, foi ótimo de trabalhar. Ele foi bem paciente, compreensivo e sempre procurava por novas ideias e opiniões. Foi ótimo, uma boa experiência.
Você também está participando de vários outros projetos. Um dos filmes que gerou bastante buzz em Cannes foi Drive.
Eu ainda não vi o filme completo. Me diverti muito nas filmagens, Nicolas Refn [diretor] é um cara super aberto e colaborativo. Eu fui na casa dele várias vezes e foi lá que conheci Ryan [Goslin], Albert Brooks e nosso roteirista [Hossein Amini]. Nós discutimos, demos ideias, ensaiávamos e muito do que fizemos lá acabou entrando no filme. Então foi tudo bem colaborativo. Fiquei bem feliz que Drive foi bem recebido. Novamente, me sinto tão sortudo. Foi incrível conseguir esse papel e estar disponível para interpretá-lo. Tive a oportunidade de criar o personagem, ditar como ele seria fisicamente. Ele tinha uma das pernas machucadas e tinha que usar um tipo de corretor para isso. Shannon, meu personagem, era meio que irritável, então foi incrível interpretá-lo e Ryan é ótimo colega de trabalho.


Depois que você terminar de gravar Breaking Bad, sei que vai fazer Vingador do Futuromas você também está envolvido em Rock of Ages. Então como está sua agenda nos próximos seis meses?
Até agora, essas são as duas únicas coisas definitivas. Eu vou fazer só uma ponta em Rock of Ages. Tive uma ótima conversa com Adam Shankman [diretor] e ele me apresentou uma possibilidade tão bonita que eu não consegui dizer não. Interpretar o marido de Catherine Zeta-Jones? Fiquei bem lisonjeado. É tipo o filme que eu fiz com Tom Hanks e Julia Roberts chamado Larry Crowne, que eu tive a oportunidade de interpretar o marido de Julia. Eu fiquei bem nervoso porque quando Tom me ligou, eu estava no meio das gravações da terceira temporada de Breaking Bad. Eu disse pra ele que do jeito que eu estava, mais parecia o pai dela do que marido. Aí ele me disse que não tinha problema, até lá meu cabelo ia crescer e ia ficar tudo bem. Eu me diverti muito naquele filme, mas eu estava bem nervoso. Então eu fiquei em ótima forma, fiz um daqueles bronzeamentos de spray, branqueei meus dentes, deixei meu cabelo crescer e cortei. Eu só queria parecer o mais novo possível, para que as pessoas não achassem aquilo tão fora do normal assim. Espero que tenha dado certo!


Como o seu Cohaagen se compara ao Cohaagen original do primeiro Vingador do Futuro?
Eu escolhi um caminho diferente, como você vai ver. No meu caso, Hauser e Cohaagen são como mestre e pupilo, e antes da memória dele ser apagada, ele era muito querido meu. Para mim, encontrá-lo e ter que capturá-lo foi como deter um adolescente rebelde dentro de mim. Eu não tenho a menor intenção de causar nenhum tipo de dano, mas ele precisa ser punido. Então eu tenho que encontrá-lo e endireitá-lo. Então tudo é meio que envolto na premissa de que eu o amo e quero protegê-lo a todo custo, mas ele está me testando. Ele está sendo teimoso como um adolescente seria. Foi dessa maneira que eu escolhi seguir ao invés do sentimento de querer vê-lo morto. Eu o quero vivo e quando chega a um ponto no qual isso não é mais possível, eu fico extremamente triste.
Estou bem animado para o remake, tem um elenco incrível envolvido.
Vai ser ótimo. Eu realmente gostei do roteiro e acho que você vai adorar.
Muito obrigado pela entrevista.


Entrevista Publicada no Site: www.omelete.com








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