terça-feira, 20 de março de 2012

SHAME

A Solidão e seus segredos...

Mesmo vivendo numa era em que a tecnologia e os computadores estão cada vez mais avançados a mente humana ainda vive em retrocesso.
Assuntos tão normais como sexo ainda são tabu em muitas famílias e meios sociais e ainda é visto como um tema polêmico.
Há ainda quem ligue sexo a uma "coisa" suja e vergonhosa, quando visto do olhar religioso, que muitas vezes liga o tema a sujeira, impureza, tomando contornos castos apenas quando absorto do matrimônio.
Brender ( o fantástico Michael Fassbender de "Bastardos Inglórios" e "X-Men - Primeira Classe" numa atuação arrebatadora) é um homem solitário e bem sucedido que vive em Nova York e divide seu tempo entre seu emprego e seu vício por sexo e pornografia.
Na grande selva de pedra ele é apenas mais um cidadão resguardado em seu castelo de vidro e metal , fora dela é apenas mais um numa sociedade que tentar viver de aparências, onde pessoas conversam de maneira rápida e quase automática, ou monossilábicas e totalmente desinteressadas, no final, em busca daquilo que não difere o animal racional do irracional: o Instinto (e o ato) Sexual.



Brender tenta manter seus vícios longe da sua aparente vida social  e do conhecimento das pessoas a sua volta, mas a chegada repentina de sua irmã Sissy (A belíssima e apaixonante Carey Mulligan de "Drive") abala a sua rotina solitária.
Sissy o remete a uma certa humanidade praticamente esquecida por ele, que como um animal em busca de sua presa só consegue se relacionar com o próximo em busca de sexo para saciar seu vício.

A cena em que Sissy canta num bar de maneira fantástica a música "New York, New York" de Frank Sinatra e ele tenta conter as lágrimas para não demonstrar a sua irmã a sua emoção reflete bem isso.
Não existe espaço para nenhum tipo de sentimento na vida de Brender, seja ela fraternal ou romântico.
O sexo e a solidão são suas únicas formas de expressão, e suas poucas tentativas de se aproximar de algo mais humano e tátil são mal sucedidas.



Sissy também se sente perdida e seu irmão também a remete a uma humanidade que ela sente falta, mas um contato mais próximo entre os dois mundos não está nos planos de Bender que a vê como uma ameaça.
O Diretor Steve McQueen ( de "Fome" também com Michael Fassbender) nos dá um filme ousado e provocativo sobre um homem preso no seu próprio submundo sombrio e solitário, uma prisão sem muros de seus próprios vícios e sentimentos doentios.

Seres vistos como objetos inanimados, frios, quase sem alma.
Pequenos corpos vagando num metrópole externamente tão bela, brilhante, iluminada, que no fundo esconde vidas, (se é que podemos chamar assim) que de tão machucadas, passam a se alimentar da própria dor, como belissimamente representada na sequência final...




Destaque para a belíssima trilha sonora e a fotografia de Sean Boobit ( que trabalhou com o diretor em "Fome) e as grandes atuações de Michael Fassbender (Melhor Ator no Festival de Veneza e indicado ao Globo de Ouro) conseguindo expressar toda a angústia e complexidade de seu protagonista e para a lindíssima Carey Mulligan com toda beleza e dor da sua personagem...
O Filme foi indicado o prêmio de Melhor Filme no Festival de Londres e ganhou Melhor Filme Estrangeiro no Independent Spirit Awards.

NOTA: 8,0





Diretor: Steve McQueen
Elenco: Michael Fassbender, Lucy Walters, Mari-Ange Ramirez, James Badge Dale , Nicole Beharie, Alex Manette, Hannah Ware, Elizabeth Masucci
Produção: Iain Canning, Emile Sherman
Roteiro: Abi Morgan, Steve McQueen
Fotografia: Sean Bobbitt
Trilha Sonora: Harry Escott
Duração: 101 min.
Ano: 2011
País: Reino Unido
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio: See Saw Films
Classificação: 18 anos





Leia Mais

segunda-feira, 5 de março de 2012

DRIVE

Lento e Furioso...

Antes de tudo um aviso aos navegantes: Não vá ao cinema esperando assistir uma versão de "Velozes & Furiosos" ou um filme com inúmeras sequências de ação e perseguições. As perseguições e a ação estão lá, mas não são a força motriz do filme.
O novo filme do diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn (de "Bronson" e "Valhalla" e que levou o prêmio de melhor diretor em Cannes) está mais para o quase homônimo "Taxi Driver" (guardada as devidas proporções, claro).
Ryan Gosling (De "Tudo Pelo Poder" e "Namorados para sempre") é um homem misterioso e solitário que trabalha de dia como dublês em Los Angeles e a noite como motorista de fuga em assaltos.
Em meia a adrenalina da sua profissão e a solidão de seus dias ele conhece a sua vizinha Irene ( A linda Carrey Mulligan de "Wall Street - O dinheiro Nunca Dorme") uma mãe de família que começa a despertar um novo sentimento nele, mas a descoberta de que seu marido está para sair da cadeia acaba com suas pretensões.



Estar em liberdade parecia ser o fim dos problemas para o marido de Irene (Oscar Isaac de "Sucker Punch - Mundo Real") , mas uma dívida de proteção da cadeia acaba sendo cobrada por alguns bandidos e ele acaba sendo coagido a participar de um assalto.
Envolvido emocionalmente com Irene e seu filho o inominado personagem de Ryan decide ajudar o marido de Irene no assalto, mas as coisas dão errado e agora a máfia estará atrás dele e de Irene.

"Drive" tem um ritmo lento e contido assim como o personagem quase monossilábico de Ryan Gosling, que a todo momento passa uma certa despretensão em seus atos, mas que com o decorrer da trama vai revelando seu verdadeiros instintos , numa fantástica explosão de violência.
O filme consegue a estranha façanha de numa mesma sequência passear entre o singelo e o brutal.




A fotografia é outro grande destaque, com belíssimos planos e jogos de luzes que dão um toque especial a trama e consegue expressar toda essa estranha variação do filme e do personagem de Ryan (como na ótima sequência do elevador) , além da ótima edição de som que foi a única indicação ao Oscar do filme. Muito cogitou-se a indicação de Ryan Gosling, o que não aconteceu.

Entre o silêncio súbito em que palavras não se fazem necessárias e a brutalidade dos seus atos o diretor Nicolas Winding Refn  nos dá  um filme original e poderoso...




DRIVE
(2011)
Duração: 1h 40min
Dirigido por: Nicolas Winding Refn
Com: Ryan Gosling, Carey Mulligan, Bryan Cranston , Albert Brooks, Oscar Isaac, Ron Pelrman.
Gênero: Ação, Suspense


NOTA: 8.0

Leia Mais

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

OSCAR 2012


CONFIRA OS VENCEDORES DO OSCAR 2012:

Filme
"Cavalo de guerra"
"O artista"
"O homem que mudou o jogo"
"Os descendentes"
"A árvore da vida"
"Meia-noite em Paris"
"História cruzadas"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Tão forte e tão perto"

Diretor
Michel Hazanavicius - "O artista"
Alexander Payne - "Os descendentes"
Martin Scorsese - "A invenção de Hugo Cabret"
Woody Allen - "Meia-noite em Paris"
Terrence Malick - "A árvore da vida"

Ator
Demián Bichir - "A better life"
George Clooney - "Os descendentes"
Jean Dujardin - "O artista"
Gary Oldman - "O espião que sabia demais"
Brad Pitt - "O homem que mudou o jogo"

Atriz
Glenn Close - "Albert Nobbs"
Viola Davis - "Histórias cruzadas"
Rooney Mara - "Os homens que não amavam as mulheres"
Meryl Streep - "A dama de ferro"
Michelle Williams - "Sete dias com Marilyn"
Ator coadjuvante
Kenneth Branagh - "Sete dias com Marilyn"
Jonah Hill - "O homem que mudou o jogo"
Nick Nolte - "Warrior"
Max Von Sydow - "Tão forte e tão perto"
Christopher Plummer - "Toda forma de amor"

Atriz coadjuvante
Octavia Spencer - "Histórias cruzadas"
Bérénice Bejo - "O artista"
Jessica Chastain - "Histórias cruzadas"
Janet McTeer - "Albert Nobbs"
Melissa McCarthy - "Missão madrinha de casamento"

Melhor filme em língua estrangeira
"Bullhead" - Bélgica
"Footnote" - Israel
"In Darkness" - Polônia
"Monsieur Lazhar" - Canadá
"A separação" - Irã

Melhor animação
"A Cat in Paris"
"Chico & Rita"
"Kung fu panda 2"
"Gato de botas"
"Rango"

Documentário (longa-metragem)
"Hell and Back Again"
"If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front"
"Paradise Lost 3: Purgatory"
"Pina"
"Undefeated"

Roteiro adaptado
"Os descendentes"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Tudo pelo poder"
"O homem que mudou o jogo"
"O espião que sabia demais"

Roteiro original
"O artista"
"Missão madrinha de casamento"
"Margin Call"
"Meia-noite em Paris" (Woody Allen)
"A separação"

Fotografia
"O artista"
"Os homens que não amavam as mulheres"
"A invenção de Hugo Cabret" (Robert Richardson)
"A árvore da vida"
"Cavalo de guerra"

Direção de arte
"O artista"
"Harry Potter"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Meia-noite em Paris
"Cavalo de guerra"

Figurino
"Anonymous"
"O artista"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Jane Eyre"
"W.E."


Maquiagem
"Albert Nobbs"
"Harry Potter e as relíquias da morte - Parte 2"
"A dama de ferro"


Edição
"O artista"
"Os descendentes"
"Os homens que não amavam as mulheres"
"A invenção de Hugo Cabret"
"O homem que mudou o jogo"

Edição de som
"Drive"
"Os homens que não amavam as mulheres"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Transformers: o lado oculto da lua"
"Cavalo de guerra"

Mixagem de som
"Os homens que não amavam as mulheres"
"A invenção de Hugo Cabret"
"O homem que mudou o jogo"
"Transformers: o lado oculto da lua"
"Cavalo de guerra"

Efeitos visuais
"Harry Potter e as relíquias da morte - Parte 2"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Gigantes de aço"
"Planeta do macacos"
"Transformers: o lado oculto da lua"

Trilha sonora original
"As aventura de Tintim" - John Williams
"O artista" - Ludovic Bource
"A invenção de Hugo Cabret" - Howard Shore
"O espião que sabia demais" - Alberto Iglesias
"Cavalo de guerra" - John Williams

Canção original
"Man or Muppet", de "Os Muppets", música e letra de Bret McKenzie
"Real in Rio", de "Rio", música de Sergio Mendes e Carlinhos Brown, letra de Siedah Garrett

Curta-metragem
"Pentecost"
"Raju"
"The Shore"
"Time Freak"
"Tuba Atlantic"

Documentário (curta-metragem)
"The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement"
"God Is the Bigger Elvis"
"Incident in New Baghdad"
"Saving Face"
"The Tsunami and the Cherry Blossom"

Curta-metragem de animação
"Dimanche"
"The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore"
"La Luna"
"A Morning Stroll"
"Wild Life"

Leia Mais

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A ÁRVORE DA VIDA

O Misterioso mundo de Malick...

O mundo é feito de questionamentos.
Desde questionamentos que de tão batidos se tornam clichês como: "De onde viemos? para onde vamos?", ou o mais misterioso de todos: "O que é, ou quem é Deus?
O grande escritor Inglês Graham Greene em um de seus livros diz que "Deus não criou o homem a sua imagem e semelhança, mas o homem criou Deus a sua imagem e semelhança".
Para alguns, as religiões tinham a função de esclarecer algumas dessas perguntas, mas no final, só as tornaram  mais confusas.
Várias teorias foram criadas para tentar explicar o inexplicável que no final de tudo ás vezes acaba ganhando sentido por uma coisa : A fé. Fé que numa das suas muitas definições  é que "ela" é a certeza que dispensa provas...


Mikhail Bakunin, teórico político russo e um dos principais expoentes do anarquismo, dizia que: “A existência em Deus implica necessariamente a escravidão de tudo abaixo dele. Assim se Deus existisse, só haveria um meio de servir a liberdade humana: seria o de deixar de existir.” 



"Por que Deus?" Normalmente esse é o primeiro questionamento que as pessoas fazem quando se sentem "machucadas" pela vida, da mesma maneira que quando se sentem agraciadas algumas dizem:"Obrigado Deus", fazendo desse "desconhecido" a força motriz de suas vidas, como se nada pudessem fazer para guiá-las no sentido desejado, sendo apenas um "barco a vela"  guiados para o desconhecido por um poder acima delas, fazendo o livre arbítrio tão evocada por elas algo sem sentido.

Outras se questionam :" Será que mereço isso?", mais uma vez, tanto quando feridas ou agraciadas, no segundo caso numa inconsciente ideia religiosa de sofrimento (Por que será que não vemos ilustrações de Jesus alegre, ou sorrindo, é sempre sofrendo?), que tenta passar uma ideia de que somos seres indignos de felicidade, nos restando apenas o temor a Deus. E nos vem mais uma pergunta: Por que temos que temer algo que a princípio deveríamos amar??




Em "A Árvore da Vida" o garoto Jack (o ótimo Hunter McCracken)   faz o mesmo questionamento a sua mãe: "Por que ele nos machuca, o nosso pai?" 
O seu pai , Sr. O´Brien (Brad Pitt) é um homem que guia sua família com mãos de ferro, numa estranha demonstração de afeto , em contrapartida a sua esposa Srª O´Brien (Jéssica Chastain) que é a pureza e a delicadeza em pessoa.("Existem dos caminhos na vida: o da natureza e o da graça. você precisa escolher qual seguir").

O casal reflete justamente esse elo paradoxal "criado"pelas religiões entre o homem e Deus: de um lado o amor e a bondade, do outro o temor. 
Essa rigidez sempre causou conflitos entre Jack e seu pai, principalmente depois da morte do irmão, sentimento de culpa que Jack carrega consigo até a fase adulta (Sean Penn que já trabalhou com Malick em "Além da Linha  Vermelha") e é mostrado pelo diretor Terrence Malick em formas de inconstantes lembranças carregas de dor , ódio e questionamentos, intercalados por belas imagens (as vezes demasiadamente longas), que vão desde o big bang, a origem do planeta, passando por dinossauros e lindas paisagens. 






Terrence Malick faz jus sobre toda a  áurea mística criada sobre ele, fazendo um filme contemplativo e fascinante, fazendo a contra-partida da construção e origem do universo e a desconstrução de uma família destroçada pela amargura e a dor .
A fotografia de Emmanuel Lubezki é simplesmente sensacional (os dois trabalharam junto sem "Novo Mundo") e a trilha sonora fascinante.
Um filme difícil e que merece ser admirado e contemplado.

Se você for assistir sem se preparar para o que está por vir, vai se sentir perdido e entendiado.
Foi estranho e engraçado ao mesmo tempo ver um homem gritar: "Graças a Deus, acabou" ao subir dos letreiros seguido por uma explosão de risos das pessoas que se retiravam do cinema.

"A Árvore da Vida" é uma experiência única que fará você refletir durante muito tempo.
Uma verdadeira Obra de arte sobre a vida.
O Filme foi vencedor da Palma de Ouro em Cannes em 2011 e concorre ao Oscar de melhor filme, fotografia e diretor.





Título original: (The Tree of Life)
Lançamento: 2011 (EUA)
Direção: Terrence Malick
Atores: Brad Pitt, Sean Penn, Jessica Chastain, Fiona Shaw.
Duração: 138 min
Gênero: Drama


NOTA: 8,5




Leia Mais

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

MEIA NOITE EM PARIS

Paris. A Cidade Luz. Tido por muitos como a mais linda , romântica e mágica das cidades.
Não haveria escolha melhor para o novo romântico e mágico filme de Woody Allen, "Meia Noite em Paris".
Paris transborda romantismo e beleza seja por sua bela arquitetura, seja por sua arte (muito bem demonstrada na abertura do filme) e é justamente essa inspiração que o casal Gil Pender (Owen Wilson de "Passe Livre") e Inez (Rachel McAdams de "Sherlock Holmes) estão em busca.
Gil Pender é um frustrado (apesar de bem sucedido) roteirista Hollywoodiano que busca na cidade a inspiração para escrever seu novo livro (numa das várias críticas sutis do diretor durante o filme).
Já sua noiva é completamente fútil e totalmente contra a ideia de se mudar para a cidade dos sonhos de Gil.



Ao se deparar com o (assim definido por Gil) pseudo Intelectual Paul Bates (Michael Sheen de "A Rainha" e "Ameaça Terrorista"), o qual sua noiva é totalmente fascinada , ele resolve sair só pela noite em Paris em busca da tal inspiração, quando de repente a meia noite num passe de mágica é transportado para a Paris de 1920 (a era de ouro segundo ele) e encontra num bar seus grandes mestres como: F. Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway, além de outros grandes mestres das artes como Salvador Dali e Pablo Picasso.

Numa das grandes sacadas do filme ele dá ao diretor Luiz Buñuel a ideia do filme "O Anjo Exterminador" e é questionado pelo mesmo: "Mas por que eles não conseguem sair da igreja?"
E é justamente esse ar de nostalgia que delicia o espectador durante todo o filme.




Gil se surpreende ao ver que seus grandes mestres são pessoas de carne e osso, cheios de inseguranças e questionamentos, assim como ele (como na discussão de relacionamento entre Zelda e F. Scott Fitzgerald) que dão o toque cômico ao filme, que apesar do seu ar nostálgico e artístico não tenta se "levar a sério".

Fascinado com a experiência de viver lado a lado com seus grande heróis, todas as noites Gil sai pelas ruas de Paris e exatamente a meia-noite embarca na limousine que o leva para a sua fantasia.
Gil então se apaixona por Adriana ( Marillon Cottilard  de "A Origem). Tudo parecia perfeito, mas ele descobre que ela, assim como ele, visualiza no passado o fascínio que o presente não lhe propícia, em outra grande sacada do diretor.



Destaque para o grande elenco de coadjuvantes que ainda tem Kathy Bates, Adrien Broody  e a primeira dama da França, Carla Bruni.
Não poderíamos deixar também de citar Owen Wilson na sua melhor atuação (visivelmente um alter ego do diretor).
Com todos esse ingredientes fascinantes  o resultado não poderia ser outro:Um filme engraçado na medida certa, não daqueles de você dar gargalhadas intermináveis, mas de deixar aquele sorriso delicioso de canto de boca que custa a se dissipar.
Esse é o grande trunfo de "Meia Noite em Paris".Um roteiro criativo, com personagens cativantes, e diálogos inteligentes, marca imprescindível do diretor mais atuante da atualidade: Woody Allen.











Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris)

Diretor: Woody Allen
Elenco: Owen Wilson, Rachel McAdams, Kurt Fuller, Mimi Kennedy, Michael Sheen, Nina Arianda, Carla Bruni, Marion Cotillard
Gênero: Comédia, Fantasia, Romance
Duração: 100 min.
Ano: 2011
Cor: Colorido
País: EUA

NOTA: 8,5




Leia Mais
CINEMOVIES: O CINEMA EM SUA TELA!!!