domingo, 2 de setembro de 2007

DURO DE MATAR 4.0

Mais duro de matar do que nunca...

O Cinemovies está de volta junto com John McClane e a série Duro de matar (Die Hard) num dos filmes mais explosivos da série.
Desta vez a direção ficou a cargo de Len Wiseman de "Anjos da Noite"( John Mctiernan dirigiu o 1° e 3° ( Duro de Matar (1988), Duro de Matar - A Vingança (1995) e produziu o atual .
O 2° ficou a cargo de Ranny Harlin -que dirigiu stalonne em Risco Total- (Duro de Matar 2 - (1990).
No 4° filme da série McClane é um policial aposentado que tem que escoltar um hacker para um interrogatório, após o sistema de comunicações, transporte e energia do Estados Unidos serem invadidos.




Os terroristas planejam desligar todos os sistemas de computadores no feriado de 4 de julho, dia da Independência dos Estados Unidos.
Numa queima de arquivo todos os hackers envolvidos nesta "invasão" são assassinados, mas os terroristas não contavam com McClane em seu caminho.
  As cenas de perseguições são fantásticas e totalmente surreais, uma das grandes marcas da quadrilogia. Dessa vez Samuel L. Jackson é substituído por Justin Long (de "Olhos Famintos" e "Com a bola toda"), que segura a onda e garante boas risadas ao filme, sem contar que McClane ganha uma filha rebelde (que seria interpretada por Jéssica Simpson, que foi reprovada para o papel) e um ar mais família e sentimental, quando num momento do filme ele desabafa sobre os dissabores da vida de herói.
O vilão é interpretado pelo fraco Timothy Olyphant que não chega nem perto de Alan Rickman ou Jeremy irons).
Destaque também para Maggie Q que desce a porrada no velho McClane sem dó nem piedade.
Se você curte um bom filme de ação com cenas mirabolantes, esse é uma ótima pedida.
NOTA: 8,0 Direção: Len Wiseman
Estrelando: Bruce Willis, Timothy Olyphant, Maggie Q, Justin Long, Jeffrey Wright, Mary Elizabeth Winstead, Andrew Friedman, Cliff Curtis, Maggie Q.
* Indicações:
* Lançamento no Cinema: Simpsons***
* Lançamento nas Locadoras: Alpha Dog****
* Clássicos: Amores brutos****
* Esquecidos na Locadora: Um Crime Perfeito****
* Não recomendamos: Com a Bola toda*
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sexta-feira, 6 de abril de 2007

300

A Volta dos Épicos...

No final dos anos 50 Ben Hur revolucionou o gênero épico e 1 ano depois foi a vez de Spartacus e pouco depois "300 Spartans", produção de 1962, filmada na própria Grécia e dirigida por Rudolph Maté.
Os épicos ficaram muito tempo esquecidos, até que decadas depois Ridley Scott reviveu os grandes filmes com "Gladiador".
O que parecia ser um renascimento do gênero tornou-se mais uma das armadilhas de Hollywood, "Tróia", "Alexandre - O Grande" e "Rei Arthur"que o digam.

Eis que surge o diretor Zack Snyder (que em sua filmografia só tinha o cult "Madrugada dos Mortos") fazendo uma adaptação da história "300 de Spartas" (escrita e desenhada pelo norte-americano Frank Miller, anteriormente adaptado por Robert Rodriguez em "Sin City) com um filme extremamente empolgante e visualmente fascinante.
Imaginem as batalhas de "Gladiador" com a tecnologia de "Senhor dos Anéis" e temos: 300.
Desde já um dos melhores filmes do ano.



Leônidas (Gerald Butler de "Drácula 2000") é o rei de Esparta que é desafiado por um mensageiro do Deus Xerxes (Rodrigo Santoro, quase irreconhecível) dizendo que Esparta deve devoção e submissão a ele se não quiser ser destruída.



Leônidas, mesmo a contra gosto dos sábios de Esparta (Numa das grandes cenas do filme) então resolve reunir os seus 300 melhores soldados e partir para a guerra contra os Persas.
É aí vem as cenas de batalhas mais empolgantes do cinema desde o já citado "Senhor dos Anéis" (Que custou o triplo).

O que temos é um banho de sangue fenomenal, tudo isso graças a fantástica tecnologia (que também foi usada em Sin City).
O roteiro é bastante Coeso. O único porém é a submissão da rainha as chantagens de um dos espartanos, contrapondo a autoridade da própria no começo do filme.



As cenas iniciais do ritual do garoto para se transformar em soldado também é fantástica.
Destaques também para Gerald Butler e para o nosso agora "Astro" Rodrigo Santoro.




Título original: (300)
Lançamento: 2007 (EUA)
Direção: Zack Snyder
Atores: Lena Headey, Gerard Butler, Rodrigo Santoro, David Wenham.
Duração: 117 min
Gênero: Aventura

NOTA:8,0



Bom Divertimento"\o/




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sexta-feira, 2 de março de 2007

VENCEDORES DO OSCAR 2007

And the Oscar is goes to...

O Oscar 2007 não foi muito diferente dos anos anteriores: muitas estrelas, glamour, flashes e aquele velho ar de prêmio de status.

Só isso explica o prêmio de melhor filme para "Os Infiltrados" (que é um bom filme, mas não merecia) melhor diretor para Scorsese (que também é um ótimo diretor, mas foi mais um pedido de desculpas da academia do que merecimento) e roteiro original para o filme já citado acima, sendo que o filme é um remake de um filme chinês.


A decepção da noite ficou para o filme Babel que das seis indicações só levou o de trilha sonora e as surpresas foram o filme Espanhol O Labirinto do Fauno (que arrebatou 3 prêmios) e a estreante em oscars Jennifer Hudson que levou a estatueta de Atriz coadjuvante, desbancando Cate Blanchet.



A apresentação ficou a cargo da sem graça Ellen De Genneres (Mais conhecida como a ex-namorada da atriz Anne Heche).
Que saudades de Billy Cristal.
Mas é isso aí. É o velho oscar...

And the Oscar is goes to...?



* Melhor filme: Os Infiltrados
* Melhor Diretor: Martin Scorsese (Os Infiltrados)
* Melhor ator: Forest Whitaker (O Último Rei da Escócia)
* Melhor atriz: Helen Mirren (A Rainha)
* Melhor ator coadjuvante: Alan Arkin (Pequena Miss Sunshine)
* Melhor atriz coadjuvante: Jennifer Hudson (Dreamgirls - Em Busca de um Sonho)


* Melhor roteiro original: Pequena Miss Sunshine (Michael Arndt)
* Melhor roteiro adaptado: Os Infiltrados (William Monahan)
* Melhor fotografia: O Labirinto do Fauno (Guillermo Navarro)
* Melhor edição: Os Infiltrados (Thelma Schoonmaker)
* Melhor direção de Arte: O Labirinto do Fauno (Direção de arte: Eugenio Caballero/ Set: Pilar Revuelta)

* Melhor figurino: Maria Antonieta (Milena Canonero)
* Melhor trilha sonora: Babel (Gustavo Santaolalla)
* Melhor canção: I Need to Wake Up, de Uma Verdade Inconveniente (Melissa Etheridge)
* Melhor maquiagem: O Labirinto do Fauno (David Marti e Montse Ribe)
* Melhor edição de som: Cartas de Iwo Jima (Alan Robert Murray)
* Melhor mixagem de som: Dreamgirls - Em Busca de um Sonho (Michael Minkler, Bob Beemer e Willie Burton)
* Melhor efeito especial: Piratas do Caribe - O Baú da Morte (John Knoll, Hal Hickel, Charles Gibson e Allen Hall)
* Melhor animação: Happy Feet - O Pingüim, de George Miller
* Melhor filme estrangeiro: A Vida dos Outros (Alemanha)
* Melhor documentário em longa-metragem: Uma Verdade Inconveniente

* Melhor documentário em curta-metragem: The Blood of Yingzhou District
* Melhor animação em curta-metragem: The Danish Poet (Torill Kove)
* Melhor curta-metragem:West Bank Story (Ari Sandel)
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domingo, 25 de fevereiro de 2007

BABEL

Sinfonia do Caos...

Hoje é dia de premiação no Oscar e vamos comentar mais um dos indicados: Babel. Novo filme do diretor Alejandro González-Iñárritu que fecha sua trilogia (os dois anteriores foram: "Amores brutos" e 21 "Gramas", este último já comentado aqui no blog)
Alejandro é um diretor único e com uma maneira bastante peculiar de contar suas histórias.
Babel tem como ponto de partida duas crianças Marroquinas: Ahmed (Said Tarchani) e Youssef (Boubker At El Caid) que recebem de presente do pai um rifle para cuidar da criação de cabras da família.



Um tiro é disparado pelos garotos e esse tiro acaba tendo consequências nos 4 cantos do mundo, tanto na vida dos garotos, como na vida de 2 turistas americanos (Brad Pitt e Cate Blanched). Um casal em crise que vai passar as férias no Marrocos.



Por fim, para completar o circulo vicioso: uma solitária garota surda japonesa (Rinko Kinkuchi) e uma babá mexicana e seu sobrinho.

A vida de todos os personagens se entrelaçam, mostrando suas fraquezas, angústias, medos, preconceitos e frustrações que acabam ruindo em suas vidas, ultrapassando os limites culturais e linguísticos, como uma verdadeira torre de babel.




Grande favorito ao oscar de hoje, Babel é um filme denso e angustiante que se não chega a ser superior aos dois anteriores,
fecha com chave de ouro a trágica trilogia de Alejandro.
Babel foi Vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme (Drama) além de ter sido indicado nas categorias de Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Brad Pitt), Melhor Atriz Coadjuvante (Rinko Kikuchi e Adriana Barraza) e Melhor Roteiro.Ganhou o BAFTA de Melhor Trilha Sonora, além de ser indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia, Melhor Edição e Melhor Som.

Direção: Alejandro González Iñárritu
País de Origem: EUA/ México
Gênero: Drama
Com: Brad Pitt, Cate Blanched, Rinko Kikuchi, Said Tarchani,
Adriana Barraza,Boubker At El Caid





Nota: 8,0
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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

OS INFILTRADOS

Martin Scorsese está de Volta...

O Oscar está chegando (Não que isso pra nós signifique muita coisa, pois é um prêmio meramente comercial) e vamos comentar alguns do filmes indicados começando com : "Os Infiltrados" de Martin Scorsese.
Scorsese é um diretor responsável por no mínimo meia dúzia de clássicos do cinema, entre eles: Touro Indomável, Táxi Driver, Cassino, Bons conpanheiros entre outros.
Filmes com personagens marcantes, sempre envoltos por bastante violência, marca típica de Scorsese.


Mas nos últimos anos Scorsese tornou-se um aficcionado pela estatueta. Depois de várias tentativas desesperadas (como no horrível "Gangues de Nova York" ou no insosso "O Aviador") espera-se que esse ano ele leve a estatueta (Martin já foi indicado cinco vezes como diretor e duas como roteirista).



No novo filme Scorsese volta a um território bastante conhcido dele: A máfia.Leonardo de Caprio é Billy Costigan, um jovem policial que se infiltra numa gangue para tentar prender o chefão Frank Costello (Jack Nicholson) que por sua vez também infiltra seu pupilo
Colin Sullivan (Matt Damon) na polícia.

Billy começa a ganhar respeito na gangue e Colin respeito e autonomia na polícia, mas a notícia da existência dos espiões chegam aos ouvidos de ambas as partes e qualquer passo em falso pode levar tudo a perder. Resta ao dois tentar salvar a própria pele e descobrir a identidade do outro.



Dicaprio está bastante conviciente no papel, ao contrário de Mat Damon que não convence no papel de vilão. Já Jack Nicholson como sempre é um show a parte.
Destaques também para Mark Walberg e Martin Sheen.


O filme tem algumas reviravoltas interessantes e o final desagradou a alguns, mas o resultado final foi positivo.
Perdoem Scorsese pelos erros anteriores. Ele está de volta e em grande estilo...



Direção: Martin Scorsese
Elenco: Leonardo DiCaprio, Matt Damon, Jack Nicholson, Martin Sheen,Vera Farmiga, Mark Wahlberg,Alec Baldwin.

NOTA: 8,0



Bom Divertimento \o/
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domingo, 29 de outubro de 2006

O OPERÁRIO


Crime e Castigo...

Há muito tempo Christian Bale vinha demonstrando seu talento e dando indícios de que seria uma grande promessa em Hollywood.
"Psicopata Americano" foi seu grande primeiro passo , (além de claro "Império do Sol" (1987) ainda adolescente) e com certeza em “O Operário” ele deu sua contribuição mais grandiosa.

Christian Bale é Trevor Reznick, um operário que não consegue
dormir (a última vez em que Trevor Reznik dormiu foi há um ano) e que divide sua vida entre o trabalho e as noites que passa no aeroporto em companhia de uma garçonete, Marie (Aitana Sánchez-Gijón), ou com a prostituta Stevie (Jennifer Jason Leigh).



Tudo começa a mudar quando Reznick conhece o misterioso Ivan e após um acidente de trabalho em que por sua culpa um amigo seu perde o braço, Reznick começa a ficar em paranóia constante.
Todos a sua volta começam a achar que ele está louco e a situação só piora quando ele descobre que todos desconhecem a existência de Ivan. Achando que uma grande conspiração está ocorrendo contra ele, Resnick corre contra o tempo e contra tudo para descobrir a verdade e desvendar essa suposta conspiração.

O diretor Brad Anderson ("Próxima Parada Wonderland" e "Happy Accidents") cria um clima totalmente soturno e sombrio para contar essa história, tudo isso com uma fotografia magnífica e um trilha sonora totalmente hitchcockiana. O roteiro foi escrito por Scott Kosar (o mesmo do remake de "O Massacre da Serra Elétrica")


Chega a ser assustadora a imagem cadavérica de Bale que perdeu 1/3 de seu peso para fazer esse filme e que infelizmente teve seu trabalho totalmente ignorado pelo Oscar (que convenhamos, é uma premiação mais de glamour do que de talentos).
O diretor chegou a várias vezes interromper as filmagens, temendo pela vida de Bale que passou mal várias vezes.

O final flerta perigosamente com o clichê, mas na mão do talentoso diretor Brad Anderson surpreende, e te deixa com várias dúvidas e questionamentos, até a grande revelação final.
O Operário é um thriller que merece ser visto e revisto e que consolida de maneira brilhante o grande talento de Bale.



The machinist"
Espanha, 2004.
Duração:102 mins.
Direção: Brad Anderson.
Elenco: Christian Bale, Jennifer Jason Leigh, Michael Ironside, Aitana Sánchez-Gijón, John Sharian. Distribuidora: Filmax/ Paramount Classics. Site oficial: www.themachinistthemovie.com/

Sérgio Silvestre Valverde

Bom Divertimento!!! \o/

NOTA: 8,0
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sábado, 23 de setembro de 2006

O TROCO

Chega de ser o bom moço..


Mel Gibson sempre foi o bom moço dos filmes de Hollywood, apesar de seus personagens serem totalmente atípicos e loucos assim como o próprio Mel, como em “Máquina Mortífera” ou “Mad Max”, por exemplo. Em “O Troco”, Mel Gibson se despede das boas intenções de seus antigos personagens e parte em busca de vingança.

Mel é Porter e junto com seu companheiro Val (Greg Henry,de "Dublê de Corpos”) decide assaltar coletores da máfia chinesa e roubar 140 mil dólares. Mas Porter é traído pelo seu companheiro e sua mulher (Deborah Kara Unger, de "O Jogo") e é deixado entre a vida e a morte.



Agora Porter quer vingança e passará por cima de tudo e de todos para conseguir o que é seu de direito: 70 mil.
E no seu caminho estarão a máfia chinesa, a própria polícia e claro, seu ex-parceiro, Val.
O filme explode adrenalina e violência, lógico com aquele velho toque de humor do velho Mel, que em alguns momentos lembra o detetive de Máquina Mortífera, mas desta vez, ele está do outro lado da lei.

A frente da direção temos o  grande Brian Helgland, que já roteirizou Mel Gibson em “Teoria da Conspiração", e também escreveu:"Chamas da Vingança” e ganhou o Oscar de melhor roteiro adaptado por “Los Angeles Cidade Proibida”.



"O Troco" é baseado no livro "The Hunter", escrito por Donald E.Westlake. No final das filmagens Brian Helgland e Mel Gibson tiveram uma pequena desavença.
No roteiro original a namorada (amante) de Porter morria, mas Mel queria um final feliz para os dois e pediu para o diretor gravar outro final. Esse final foi gravado mas nas demonstrações públicas não foi a que mais agradou.

Mel Gibson não se contentando com a imposição do diretor o demitiu e dirigiu as cenas restantes. Mel se justificou que a questão não era massagear seu Ego e sim fazer um filme melhor...
O nome do diretor aparece nos créditos e cerca de trinta por cento das cenas do filme foram rodadas novamente após a saída de Brian Helgeland .




Estrelísmos de Mel Gibson a parte, “O Troco” é um filmaço!!!
Destaque para Lucy Liu no papel de uma sadomasoquiasta insana.
O Troco foi filmado pela primeira vez em 1967, pelo diretor John Boorman no filme "Point Back", que no Brasil se chamou "A queima Roupa".



(Payback, Eua, 1999)

Direção: Brian Helgeland.
Elenco: Mel Gibson, Gregg, Henry, Maria Bello,
kris Kristofferson, James Coburn, David Paymer,
Deborah Kara Unger, Lucy Liu, Bill Duke, William Devane. 105 min.

Nota: 9,0

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CINEMOVIES: O CINEMA EM SUA TELA!!!