sexta-feira, 28 de maio de 2010

O PODER DA TRAIÇÃO


Até Onde você iria para descobrir a verdade???

"O Preço da Traição"  é uma adaptação de um filme francês de 2003 chamado “Nathalie X”, com Emmanuelle Béart (Missão Impossível I)
Não vi o filme francês, o que já evita uma morte prematura do filme por excesso de pretensão ou possíveis comparações, deixando o filme "andar com as próprias pernas".
O Filme conta a história de um casal de meia idade, Catherine - uma ginecologista (Julianne Moore, perfeita como sempre) e David - um professor (Liam Neeson, sempre correto) .
Um casal aparentemente feliz e apaixonado.


Na noite do Aniversário de David, Catherine prepara uma festa surpresa, mas David Perde o seu vôo, Catherine então descobre que ele esteve acompanhado de uma mulher, despertando a desconfiança que ela está sendo traída, o que na sua mente acaba se tornando uma bomba relógio.







Ela então decide contratar a Prostituta Chloe (Amanda Seyfried de “Meninas Malvadas" e "Alpha Dog", muito boa ) para seduzir seu marido e saber até onde vai a sua fidelidade. 
Ela só não contava com um suposto envolvimento dos dois e que Chloe de maneira traiçoeira começaria a penetrar no seu círculo familiar, (tanto com seu marido,quanto com seu filho adolescente) a deixando em perigo, pois ela também não resiste aos irresistíveis e quase mortais encantos de Chloe.


Chloe representa toda a sensualidade, culpa e ingenuidade dos personagens da trama que de maneira desgovernada se vêem presos numa trama com boas reviravoltas,  ótimas atuações e bastante erotismo , com diálogos carregados de volúpia
- que dão um toque que o difere dos demais filmes eróticos -  bem dirigidos pelas mãos do Egípcio criado no Canadá Atom Egoyam.





Como todo filme erótico a obsessão está presente e passeia entre os personagens que acabam mergulhando num mundo desconhecido por alguns deles e bastante conhecido por outros.
Amanda Seyfried se mostra uma grande promessa da nova safra de atrizes americanas, muitas vezes expressando apenas com seu olhar toda a complexidade e sensualidade de sua personagem.
Destaque também para a boa produção e Trilha sonora.
O fato triste veio da morte da esposa de Liam Neeson durante as filmagens num acidente de esqui...


 

"O Preço da Traição" (Chloe)
País: Canadá
Ano: 2009
Direção; Atom Egoyam.
Com: Juliane Moore, Amanda Seyfried, Liam Neeson,
Max Thieriot, RH Thomson.
Distribuição: Playarte.




NOTA: 7,0







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segunda-feira, 26 de abril de 2010

O LIVRO DE ELI


Bomba pós-apocalíptica

Era uma segunda-feira chuvosa e eu estava voltando do trabalho quando resolvi ir ao cinema.
Como  "Ilha do Medo" já tinha começado só me restou meia dúzia de bombas e acabei escolhendo essa mina (bem camuflada) pós- apocalíptica chamado "o Livro de Eli".
Com Denzel no filme e com os irmãos Hugues (de "Inferno") na direção achei que  nada daria errado e poderia pisar firme e ir sem medo . Bom, acho que teria sido mais vantajoso se eu tivesse seguido o caminho pra casa.

O filme é um emaranhado de clichês.
"Eli" é um homem solitário (grande clichê dos filmes pós-apocalipticos) que traz consigo um livro que contém a "salvação" ( A Bíblia) da humanidade, o qual ele terá que levar a qualquer custo ao seu destino e proteger com sua própria vida.




Claro que no meio do caminho ele vai encontrar meia dúzia de assaltantes, um grande vilão (Gary Oldman) e  uma linda mocinha (Mila Kunis).
 Como era de se imaginar a água é algo praticamente escasso (Apesar das poucas personagens femininas do filme andarem sempre lindas e limpas - Até shampoo é algo praticamente raro).

Gary Oldman é o grande chefão e detentor da pouca água que restou e ao descobrir que Eli está com o famigerado livo (o grande objeto de sua cobiça) , ele fará de tudo pra tê-lo, o que resultará em explosões, tiros, sangue, perseguições e
etc, etc, etc...




Acrescente a essa receita bem indigesta  uma reviravolta que de tão rídicula chega a ser engraçada e o pior final dos últimos tempos.
Não vou dizer  que o filme é de todo ruim, dando uma ressalva a fotografia e claro a Denzel que com certeza não estava com total poder das suas faculdades mentais quando aceitou fazer essa bomba....

NOTA: 3,0



The Book of Eli
EUA ,
Ação / Aventura / Ficção científica
Direção:
Allen Hughes e Albert Hughes
Roteiro:
Gary Whitta
Elenco:
Denzel Washington, Gary Oldman, Mila Kunis, Ray Stevenson, Jennifer Beals, Evan Jones, Joe Pingue, Frances de la Tour, Michael Gambon



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segunda-feira, 1 de março de 2010

PRECIOSA - UMA HISTÓRIA DE ESPERANÇA

A Vida é bem mais preciosa do que imaginamos...

"Às vezes eu desejo que não estivesse viva.
Mas eu não sei como morrer. Não há nenhum botão para desligar. Não importa o quão ruim eu me sinta, meu coração não para de bater e meus olhos se abrem pela manhã.”
Essa frase expressa a dor que se tornou a vida de Claireece Jones Precious  interpretada por Gabourey Sidibe (indicada ao Oscar) .

Mas o que esperar da vida de uma garota negra de 16 anos, grávida pela 2ª vez do próprio pai (sendo que a primeira filha é mongolóide) , abusada fisicamente e psicologicamente pela mãe, analfabeta, desempregada, expulsa da escola, entre outras coisas trágicas que não vamos contar para não entregar o filme.



A cada ato de dor que a  vida dá  a  "Precious" ela é arrebatada para um mundo de flashes, luzes e tapetes vermelhos, onde ela é uma estrela de grande brilho, mas logo é trazida de volta para a escuridão que é a sua própria vida.
A principal responsável por isso é a sua própria mãe (Gabourey Sidibe. Fantástica e também indicada ao Oscar) que a culpa pela sua infelicidade, já que segunda ela o marido gosta mais da própria filha do que dela.
O momento em que ela conta como foi a primeira vez em que Precious foi violentada pelo pai consegue nos incomodar e massacrar tanto que a vontade  de apertar o STOP para tomar um ar é quase espontânea, mostrando que o filme não precisa de cenas fortes para nos chocar, (talvez a própria sinopse já seria ) bastam palavras.... 

Claireece Jones Precious ao engravidar pela segunda vez é expulsa da escola e indicada para uma escola especial ( uma espécie de escola de reabilitação) onde conhece a professora Sr. Rain (Paula Patton de "Deja Vu" - Linda) que tenta ajudá-la, mas a vida não é amiga de Claireece Precious.

"Preciosa" muitas vezes incomoda, vindo a sua mente se nao houve um certo exagero do diretor Lee Daniels (Também Indicado) mas "Preciosa" é uma história Real e talvez por isso nos choque tanto.
Outro grande destaque também para Maryah Carey (irreconhecível) e Lenny Kravitz, mas é a dupla principal de atrizes que roubam a cena nesse filme.





No nosso dia a dia é muito fácil olhar para o outro lado ou fechamos a janela do carro pra não ter contato com a dor alheia, mas Claireece Jones Precious é sempre aquela pessoa que está fora do alcance dos olhares ou do outro lado do vidro e só lhe restou a esperança e suas fantasias, mas a cada passo para frente a espera de uma mudança, a vida lhe empurra para trás lhe trazendo pra sua dura realidade.
Mais um dia irá vir e Claricee não terá um botão para ela apertar e acabar tudo.









Ao terminar o filme temos o nosso, mas a sua mente ficará ligado horas , talvez dias pensando nesse filme forte e pesado que nos dá um grande aperto no estômago, mostrando que nem sempre o mundo do cinema é só fantasia...

NOTA: 7,5

Preciosa - Uma História de Esperança

(Precious: Based on the Novel Push by Sapphire, 2009)
» Direção: Lee Daniels
» Roteiro:Geoffrey Fletcher
» Gênero: Drama
» Origem: Estados Unidos
» Duração: 110 minutos 
Elenco: Gabourey Sidibe , Mo'Nique , Rodney Jackson ,Paula Patton , Mariah Carey  

 

 
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domingo, 14 de fevereiro de 2010

O MENSAGEIRO

O Mensageiro da Dor...

O Cinema está cheio de filmes de guerra, desde clássicos como "Apocalipse Now",  "Platoon", até o mais recente "Guerra ao Terror" que mostram a violência e o terror da guerra no dia a dia dos soldados. Alguns outros se preocuparam em mostrar a desilusão com a própria guerra ("Glória feita de Sangue", "A Grande Ilusão") outros em mostrar o terror psicológico da guerra , seja no durante ("Nascido para Matar", "Soldado Anônimo") ou seja nas feridas deixadas por "ela", mas nunca nenhum filme se preocupou em mostrar o que acontece na vida daqueles que ficaram para dar a triste notícia que aqueles bravos homens que partiram para a guerra não irão mais voltar, e esse é o grande trunfo de "O Mensageiro" do roteirista e diretor iniciante Oren Moverman.



Ben Foster ( "30 dias de Noite", "Alpha Dog")  é Will, um sargento récem ferido em batalha que há 3 meses de terminar seus serviços é remanejado para um trabalho onde tem que dar a notícia aos familiares sobre a morte dos soldados americanos, acompanhado do experiente Capitão Tony Stone ( Woody Harrelson de "O Povo contra Larry Flint" , "Proposta indecente" e "Assassinos por Natureza").
As primeiras ordens de Tony são que não se deve demonstrar  nenhum tipo de sentimento, até mesmo tocá-las ou abraça-las é proibido, mas Will quebras as regras quando se apaixona pela viúva de um dos soldados (Samantha Morthon de "Minority Report")

Sabe aqueles filmes em que os personagens se tornam maiores que a própria história? É o que acontece em "O Mensageiro".
Will é um novato que perdeu sua namorada quando decidiu ir para guerra e é considerado um herói de combate, mas isso não glorifica pois ele se culpa pela morte de um de seus soldados.




Já Tony é um veterano de uma guerra que pouco lutou  e que se culpa por nunca ter levado um tiro em combate..
Esse elo paradoxal entre o Novato Herói e o Veterano que nunca se feriu em combate surge uma estranha amizade que os une e que por vezes também quase os separam.

No meio disse tudo está o novo amor de Will, a única dos familiares que não viu nos "Mensageiros" a culpa pela morte do marido,  aliás, as partes mais emocionantes dos filmes estão quando os dois amigos levam a notícia aos familiares.


O Filme foi considerado o melhor do festival de Sundance, além da indicação de Woody Harrelson ao oscar como ator coadjuvante, o filme infelizmente (injustiça) não foi indicado...
Ben Foster que sempre fez papéis estranhos surpreende num papel mais humano. Woody Harrelson dispensa comentários.
Um bom filme, sincero, por vezes lento, mas totalmente honesto.
Data de Lançamento no Brasil: 19 de Fevereriro de 2010

NOTA: 7.0

Título no Brasil:  O Mensageiro
Título Original:  The Messenger
Elenco: Ben Foster, Woody Harrelson, Samantha Morton, Stve Buscemi

País de Origem:  EUA
Gênero:  Drama
Classificação etária: 16 anos
Tempo de Duração: 105 minutos
Ano de Lançamento:  2009
Estréia no Brasil: 19/02/2010
Site Oficial:  http://www.themessengermovie.com
Estúdio/Distrib.:  Paris Filmes



 
Legenda : http://rapidshare.com/files/350745500/The_Messenger.txt.html 

 

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

JCVD

O que aconteceu com Jean Claude Van Damme???

Foi uma pergunta que me fiz durante muitos anos.
Assim como muitos adolescentes da minha época o tinha entre meus atores prediletos e os seus filmes eram o que havia de mais legal no cinema de ação dos anos 90, juntamente com Arnold Schwarzenegger e Sylvester Stallone.
O que houve com Van Damme? Assim como minha adolescência, aquele Van Damme ficou pro passado.O tempo passou e ele não soube se reinventar.
Ao invés disso tentou (sem sucesso) reviver o seu passado: Soldado Universal 2 ( Um dos piores filmes que já vi.) e "Replicante" (Tentando a formula de sucesso de “Duplo Impacto” com dois “Van Dammes”) .
Os bons filmes de ação como: “Time Cop”, “Morte Súbita” “Risco Máximo” , “Soldado Universal” e “O Alvo (esse com o mestre da ação John Woo) deram lugares a verdadeiras bombas como “Inferno “ (Mais um dos piores filmes que já vi), “Operação Fronteira” (mais um pra lista dos piores) , talvez a única coisa que tenha feito de bom nesse tempo foi o bom drama de prisão “Hell”.



A parceria com alguns bons diretores chineses como Ringo Lam e TSui Hark já não davam mais resultados e seus filmes aqui no Brasil nem se quer chegaram a ir para os cinemas, saindo direto em DVD (O Último foi Replicante – 2001),
Seus concorrentes do cinema de ação tomaram seus rumos: Arnold foi pra política, já Stallone conseguiu com êxito reviver seu passado com "Rambo IV" e "Rock VI" (Van Damme chegou a negar o convite de Stallone para participar do ainda inédito e gravado no Brasil “Os Mercenários), restando a Van Damme voltar as suas origens ou seja, o mercado Europeu.




E é justamente disso que se trata JCVD, Um astro decadente voltando para sua cidade natal e que pode ser visto de 2 maneiras: Um filme sincero de um astro que deu a cara a bater após suas derrotas ou uma amostra patética de um rei que fez ruir o seu próprio castelo só lhe restando a humildade (quase sempre tardia).

Em "JCVD" Van Damme se ver falido, lutando pela custódia da filha que diz se envergonhar cada vez que ele aparece na TV ( Imagine se ela tivesse visto aquele episódio lamentável no programa do Gugu) .

Em uma cena o advogado de acusação no tribunal cita os “belos exemplos paternos” contidos em seus filmes como: Mutilação, tiros, etc...
Van Damme então se dirige a um correio para tentar fazer uma retirada em dinheiro pois o banco não liberava o seu cartão, quando percebe que o correio está sendo assaltado. A Polícia chega ao local e corre o boato de que Van Damme seria um dos assaltantes , criando um alvoroço na multidão que de vilão acaba tentando transformá-lo em herói, (Assim como no clássico de Sidney Lummet “Um dia de Cão”- guardada as devidas proporções claro) .

Van Damme tem nesse filme uma de suas melhores atuações. Os chutes e pontapés ainda estão lá, mas dessa vez ele não faz mais disso sua principal arma.
O Monólogo de quase 6 minutos sobre drogas, fama, mulheres, remorso, culpa e a decadência de sua carreira são dignos de aplauso, chegando a emocionar.
Ele mostra estar cansado (literalmente) de tudo isso , bem representado na ótima tirada no começo do filme quando faz uma cena de ação de 4 minutos ininterruptos e que no final da cena é tratado com desprezo por um diretor chinês e agora tem algo a mais a mostrar além de seus golpes e músculos.



O Humor também está presente no filme, talvez de maneira exagerada e caricata nos vilões. Num momento do filme um dos vilões diz a Van Damme: “John Woo foi muito ingrato com você. Você o trouxe pra Hollywood, se não fosse isso ele estaria filmando pombinhos até hoje em Hong Kong (umas das marcas registradas do diretor) e o que ele fez”? e Van Damme rebate: “Pelo menos ele fez “A Outra Face” (risos) ou quando ele diz que perdeu um papel para Steven Seagal por que ele decidiu cortar o rabo de cavalo.
JCVD foi muito bem recebido pela crítica, e a revista TIME declarou a performance de Van Damme neste filme como a segunda melhor do ano de 2008, perdendo apenas para Heath Ledger no papel do Coringa em “O Cavaleiro das Trevas”.



O Filme foi dirigido pelo diretor franco-algeriano Mabrouk El Mechri, que segundo Van Damme iria fazer com sua carreira o que Scorsese fez com Robert De Niro no filme “Rei da Comédia”. É engraçado como papéis decadentes servem como pontes para uma possível reviravolta na carreira. Foi assim com De Niro em "Touro Indomável" ou com Stallone em "Cop LAnd" quando engordaram mais de 20 kg para o papel, mas Van Damme nao precisou engordar para fazer um papel de um homem decadente, ele apensas se despiu de seu orgulho para mostrar sua própria decadência.

É cedo ainda para dizer se essa será uma nova reviravolta na carreira do “astro”, mas uma coisa podemos dizer: poucas vezes um ator foi tão corajoso em expor de maneira tão verdadeira a sua própria decadência...

NOTA: 7,5


JCVD
Ano de Lançamento: 2008
Direção: Mabrouk El Mechri
Elenco: Jean-Claude Van Damme (Ele Mesmo), Zinedine Soualem, 
Karim Belkhadra, François Damiens





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domingo, 21 de junho de 2009

A MULHER INVISÍVEL

A Ilusão da Mulher Perfeita...


Comentário Por Renan Rebello 
(Convidado)
Dia dos namorados, fui ao cinema ver a "Mulher Invisível" . Vários casais de namorados na fila e eu em carreira solo (como sempre).
Enfim, vamos falar da película!
Comprei o ingresso, entrei na sala dando nada pelo filme e curti, foi a mesma sensação que tive quando fui assistir: "Meu nome não é Johnny", não dei nada pelo o filme e sai fã.
Mais uma vez Selton Melo provou que é um puta ator, fez um "filme A" bem sacado, eu também percebi uma ligeira influência "Tarantinesca" nos diálogos, nada lineares e loucos, como nós.


O roteiro é bem bacana para uma comédia romântica, algo bem atípico nos filmes blockbusted brasileiro.
Resumindo: Pedro (Selton Mello) é aquele tipo de sujeito que ainda acredita no casamento. Já Carlos (Vladimir Britcha) definitivamente não acredita na idéia de que um homem possa passar a eternidade ao lado de uma única mulher. Os dois trabalham juntos numa sala de controle de tráfego da Prefeitura, de onde podem bisbilhotar e muito a vida alheia. Como melhores amigos, de alguma forma também controlam a vida um do outro.

É assim que, um dia, Carlos passa a se preocupar com o estado depressivo de Pedro, que vê sua vida ruir ao ser abandonado pela mulher, Marina. A crise emocional de Pedro é secretamente testemunhada por Vitória (Maria Manoella), uma vizinha que em breve se tornará viúva e que sempre foi apaixonada platonicamente por ele.
Tímida, ela ouve tudo que se passa no apartamento do vizinho através de um buraco na parede. E é assim que escuta Pedro ser abandonado pela mulher e enlouquecer ao saber que ela está grávida de um milionário alemão e vai se casar.

Quando o desespero toma conta dele, subitamente alguém bate à sua porta. Ele atende e dá de cara com a mulher mais linda do mundo carregando uma xícara vazia. Ela diz que seu nome é Amanda (Luana Piovani), que é a sua nova vizinha e que precisa de açúcar.Voluptuosa e com um jeito inocente, Amanda vai mudar a vida de Pedro, Vitória e até mesmo de Carlos, por uma razão simples: ela é uma mulher invisível! Só os que a desejam conseguem enxergá-la.



O filme é engraçado o tempo todo, e quando parece que vai perder o "time" aí que se enganamos pois continua na mesma pegada e é legal d ínicio até o fim. E o final que é "óbvio" é óbvio porém "diferente".
Só assistindo, para entender o que quero dizer. Não é atoa que tem pessoas que vê que no filme tem Selton Melo, nem se preocupam com a sinopse e vão para o cinema, eu não sou uma dessas mas eu os entendo.

Destaque também para a fotografia, que mostrou o Rio de um ângulo que quase nunca é explorado, mostrou um "Rio-Paulistano" digamos assim.
Mostrando o dia da cidade de muito trabalho e nada de praia quebrando assim um "rótulo" de que: "cariocas trabalham de bermuda e na praia" e a vida nortuna do Rio pós-trabalho também foi bem explorada: Cinema, Boate e Restaurante dando mais valor a película.



A lição que tirei do filme foi que a mulher que idealizamos perfeita não é perfeita, e a perfeita é a sua imaginação e no meu caso a mulher sob-medida é ela, a EVA!
Bom é isso...
um filme é duca... e é um "passatempo" que vale conferir ..









Título original: (A Mulher Invisível)
Lançamento: 2009 ()
Direção: Cláudio Torres
Atores: Selton Mello, Luana Piovani, Vladimir Brichta, Maria Manoella.
Duração: 105 min
Gênero: Comédia

NOTA: 8,0

Rennan Rebello
rennan.rebello@hotmail.com

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CINEMOVIES: O CINEMA EM SUA TELA!!!