sexta-feira, 15 de outubro de 2010

ENTREVISTA JOSÉ PADILHA (TROPA DE ELITE 1)

Diretor de "Tropa de Elite", José Padilha passou o último mês defendendo-se de acusações diversas contra o filme, que estréia nesta sexta-feira em São Paulo e no Rio de Janeiro. Primeiro, foi o boato de que a pirataria do filme teria sido uma jogada de marketing - rumor que só terminou quando foram encontrados os responsáveis pelas cópias em DVD. Agora, ele tenta explicar que seu filme não é de direita, muito menos fascista; não é hollywoodiano, nem glorifica a violência policial.

Na entrevista a seguir, concedida ao UOL no Rio de Janeiro, ele apresenta seus argumentos contra esses adjetivos. E também comenta a reação de uma parcela do público, que usa o filme para pedir maior repressão policial contra a criminalidade. Na internet, blogs tratam como herói o capitão Nascimento, policial truculento, mas incorruptível, interpretado por Wagner Moura. Em um artigo para a "Folha de S. Paulo" , Luciano Huck, que teve um relógio roubado, pediu: "Chamem comandante Nascimento!".

Padilha classifica a frase do apresentador como "infeliz, simplória, feita por alguém que havia acabado de passar por um episódio de violência". Mas diz que "Tropa de Elite" pode ter o mérito de revelar que boa parte da população pensa sobre o combate à violência. "Se o filme servir como um espelho da sociedade e revelar o que há de feio nela, já terá prestado um grande serviço."



UOL - Afinal, a montagem da cópia pirata em DVD é igual à do cinema? Você fez mudanças por causa da pirataria?

José Padilha - Não mudei nada por causa da pirataria. O que aconteceu foi o seguinte: enquanto montávamos o filme, também fazíamos a legendagem em inglês para nossos parceiros americanos. As cópias piratas foram feitas por três funcionários da empresa contratada para a legendagem. Depois que eles copiaram o material, ainda trabalhamos um mês e meio na montagem. Entre a cópia pirata que eles fizeram e cópia para o cinema, houve um investimento de US$ 1 milhão no filme. A montagem não é igual, a narração não é igual, a finalização não é igual. Há uma cena que não está na cópia pirata, outra que está, mas não aparece no filme. Acima de tudo, a experiência de ver o filme no cinema é muito mais impactante do que ver em um DVD pirata. Hoje 58% dos DVDs vendidos no Brasil são ilegais, e esse é um problema de difícil solução. Mas acho que a melhor maneira de combater a pirataria é a educação, não a repressão.

UOL - O que você achou da acusação de que a história da pirataria foi jogada de marketing, que o filme ganhou com publicidade com o assunto?

J.P. - Três pessoas foram presas por causa da pirataria, então ninguém mais pode dizer que foi marketing. Não faço a mínima idéia de qual será o impacto da pirataria na bilheteria do filme. Mas a gente gastou dinheiro para que a pirataria não se espalhasse, e isso não pode ser boa publicidade.

UOL - E sobre a acusação de que o filme transforma o capitão Nascimento (Wagner Moura) em herói, apesar de ele ser adepto da tortura?

J.P. - Não dá para interpretar o filme de maneira errada. O capitão Nascimento tem síndrome de pânico, não consegue conciliar a vida familiar com o trabalho, vive angustiado porque vê que sua maneira de combater o crime não se sustenta, que ela é incompatível com a idéia de civilização. Não dá para vê-lo como um herói.



UOL - Mas uma parte do público tem glorificado o personagem, não?

J.P. - Como a gente pode falar em público se o filme não estreou no cinema? "Tropa" passou duas vezes no cinema até agora, no Festival do Rio. Daí eu vi um artigo dizendo que a platéia dava gritos de alegria nas cenas de tortura. Talvez quatro pessoas tenham feito isso, mas não dá para homogeneizar o público assim. Não vou cair nessa armadilha. O público é muito diverso, cada um reage de uma forma, interpreta de uma forma. Também falaram de emails enviados aos jornais defendendo a violência do capitão Nascimento. Mas nunca falam dos emails que são contra ela.

UOL - Mas como explicar essa reação positiva ao Nascimento, mesmo que de apenas uma parcela do público?

J.P. - De certa forma, eu já esperava. Quando lancei o "Ônibus", recebi até email com a suástica dizendo que eu estava defendendo bandido. Então existe uma parcela da população que acredita que o problema da violência se resolve na porrada. Agora, se o "Tropa de Elite" conseguir revelar que boa parte dos brasileiros acredita nisso, ele já terá prestado um grande serviço, que é oferecer um espelho para a sociedade e revelar o que há de feio nela, o contrário do que fazia Narciso.

UOL - O que te incomoda mais: as pessoas que acusam seu filme de fascista ou aquelas que usam o filme para defender maior repressão policial, como fez o Luciano Huck no artigo em que pedia: "Chamem o comandante Nascimento!"

J.P. - A frase (do Huck) foi infeliz, simplória, feita por alguém que havia acabado de passar por um episódio de violência. Agora chamar o filme de fascista também incomoda muito. Ninguém me explicou direito porque viu o filme dessa maneira. Acho que é uma crítica moralista. Tem muita gente julgando não o filme, mas a reação de meia dúzia de pessoas na platéia. Será que não são os críticos os fascistas? Porque o fascismo foi pródigo em julgamentos sumários e superficiais. A verdade é que eu acho toda essa discussão pouco interessante, porque ela é exterior ao filme.

UOL - A música de um filme pode ser usada para dar uma ênfase positiva ou negativa a uma cena. No final do "Tropa", você usa uma música catártica logo depois de uma cena de violência. Esse tipo de escolha não pode levar a uma adesão ao ato de violência?

J.P. - Para a trilha sonora, eu peguei o que os policiais ouviam na viatura, principalmente rock, para ajudar a constituir o ponto de vista deles. No caso da música final, é uma canção do Rappa que usei como homenagem ao Marcelo Yuka, um amigo que foi vítima da violência, e cuja letra eu interpreto como um grito de desespero contra a brutalidade.



UOL - No filme, o capitão Nascimento defende a idéia de que o usuário de drogas é diretamente responsável pela criminalidade, pois financia o tráfico. Você concorda com essa visão?

J.P. - Fiz o "Ônibus 174" para entender o ponto de vista do seqüestrador, e me acusaram de ser um radical de esquerda. Agora fiz o "Tropa de Elite" para entender o ponto de vista de um policial e me acusam de ser radical de direita. Mas em nenhum dos dois casos tentei justificar ou defender as atitudes desses protagonistas, apenas entendê-las. Meu ponto de vista não é igual ao ponto de vista do capitão Nascimento. Pessoalmente, sou a favor da descriminalização das drogas. Ela cortaria a oposição entre o usuário e o policial. Mas eu entendo a visão de um policial contra o usuário, porque ela se apóia em um fato: quem consome drogas está financiando o crime. E um fato não é de direita ou de esquerda. Os policiais são mal remunerados, mal treinados e têm que trocar tiros com pessoas com mais armas. É compreensível ele ser contra alguém que reclama da segurança pública, mas financia o tráfico.

UOL - E quanto a crítica de que o filme trataria a violência de forma hollywoodiana?

J.P. - É o mesmo tipo de crítica que o "Cidade de Deus" recebeu. Falavam da cosmética da fome, que o Fernando Meirelles filmava a miséria de forma bonita. E hoje ninguém diz mais nada sobre isso. Só o Martin Scorsese pode filmar bem cena de violência, nós não podemos? O "Tropa" não tem nada de hollywoodiano. Lá eles preparam uma luz certinha para cada cena, tudo está ensaiado. Nosso filme foi todo improvisado, os atores não leram o roteiro, a luz que permitia apontar a câmera para qualquer lado, eu tentei filmar como se fosse um documentário. Isso é anti-hollywoodiano.


UOL - O filme mostra o Bope como uma instituição incorruptível. A realidade é mesmo assim?

J.P. - O filme se passa em 1997. Até lá nenhum policial do Bope havia sido expulso por corrupção. E o filme se passa naquela época porque foi o ano da Operação João Paulo II, em que eles tiveram que pacificar o morro do Turano apenas para que o papa dormisse uma noite na favela. Mataram de 30 a 35 pessoas nos seis meses antes da visita. Esse episódio foi escolhido justamente para mostrar o absurdo de combater o crime dessa forma. Como diz o (sociólogo) Luiz Eduardo Soares, os policiais e os bandidos têm alguns "valores" em comum, como a desvalorização da vida. Mais de 4 mil pessoas foram assassinadas no Rio no ano passado. É um número de guerra.

UOL - Até "Tropa", você nunca havia feito um filme de ficção. Por que preferiu não realizar um documentário sobre o tema?

J.P. - Tentei fazer, mas não consegui. Os policiais fugiam quando viam a câmera. Não dá para fazer um documentário com o tema do "Tropa" e chegar vivo no final.

UOL - Peças fundamentais da equipe do "Tropa" também fizeram parte de "Cidade de Deus", como o roteirista Bráulio Mantovani, a preparadora de elenco Fátima Toledo e o montador Daniel Rezende. Por que você fez essa escolha?

J.P. - Sou amigo do documentarista americano Albert Maysles, que é um dos inventores do cinema direto. Ele tem um papel com cinco regras para um bom documentário, e uma delas é trabalhar com a melhor equipe possível. Foi isso que tentei fazer chamando o Bráulio, a Fátima, o Daniel. Foi essa equipe que me permitiu me concentrar no essencial: os atores, o que a câmera e o microfone captavam.

UOL - No roteiro do filme, o narrador era o personagem Matias (André Ramiro). Por que decidiu mudar para o capitão Nascimento (Wagner Moura) na montagem?

J.P. - O roteiro teve vários tratamentos. No primeiro, o ponto de vista era do Nascimento. No segundo, tinha dois pontos de vista, do Nascimento e do Matias, como em "Os Bons Companheiros". No terceiro, que foi o que filmamos, foi do Matias. Na edição, percebemos que o filme montaria melhor com a narração do Nascimento, porque era alguém que já tinha a noção da inviabilidade de combater o tráfico daquela maneira e que poderia também falar como funcionava o sistema policial.

UOL - O desempenho do Wagner Moura foi fundamental para tomar essa decisão?

J.P. - Sim, o desempenho dele fez toda a diferença. O filme foi muito improvisado, e o Wagner é mestre nisso. Ele criou várias falas na hora de rodar. Por isso eu digo que o diretor é o responsável por um filme, mas ele não é o único autor.

UOL - Você acredita que o problema da violência tem solução?

J.P. - Acho que sim. A solução passa por um crescimento econômico sustentado, com boa distribuição de renda, por investimento em educação e melhorias no judiciário. Passa também por uma melhor remuneração, treinamento e educação do policial, além da despolitização das indicações dos oficiais.

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sábado, 9 de outubro de 2010

TROPA DE ELITE 2

Indo mais fundo dessa vez...

Existe uma máxima no cinema que diz que: " raramente uma continuação supera o filme original."
São raríssimas as excessões como : " Máquina Mortífera","Exterminador do Futuro" ou " O Poderoso Chefão".
No cinema Nacional essa máxima praticamente não existe, por que uma continuação por si só já é uma raridade.

É difícil dizer se "Tropa de "Elite 2 - O Inimigo agora é outro" é melhor que o original, mas com certeza é um filme mais maduro e melhor produzido, além do que, se o primeiro já" metia o dedo" em algumas das feridas de nossa (hipócrita) sociedade, essa continuação "enfia a faca" e a deixa exposta de maneira nua, crua e direta.
(P.S: O Trailer abaixo foi editado por esse que vos escreve para a promoção do Fantástico, pena que não ganhei, fica pra próxima...)





André Matias

No primeiro filme de 2007 , "Tropa de Elite" causou uma verdadeira comoção nacional, e pelas ruas, bares, escolas e nos pequenos grupos de amigos soavam frases Como: "Peça pra sair 02", "Faca na caveira, nada na carteira" ou " Você é um fanfarrão" que fizeram desse filme uma verdadeira febre, envolto claro pela grande polêmica devido a um suposto vazamento do filme que foi parar nas mãos dos camelôs e na de 11 milhões de brasileiros  bem antes de chegar aos cinemas,  algo que felizmente não atingiu de maneira negativa a bilheteria do filme.

A paternidade
Em "Tropa de Elite 2"  foi armado um verdadeiro esquema de segurança e as cenas do filme foram guardadas a sete chaves.
No primeiro filme capitão Nascimento (Wagner Moura) era o líder do BOPE - Batalhão de Operações Policiais Especiais.
A sua mulher estava a espera do seu primeiro filho e a situação nos morros cariocas devido a visita do papa tiravam seu sono.
 

Wagner Moura
O capitão Nascimento precisava urgente de um substituto , foi quando numa intervenção num morro carioca conhece os policias militares Matias (André Ramiro) e Neto (Caio Junqueira).
O primeiro filme causou muita discussão devido a  corrupção policial e a violência utilizada pelo BOPE contra os criminosos, algo bem visto por uma sociedade cansada da... "violência" .
 O personagem do capitão Nascimento virou mito, ídolo nacional e símbolo de honestidade numa corporação falida e desacreditada como a Polícia.
 O filme recebeu o prêmio Urso de Ouro de melhor filme no Festival de Berlim 2008.

Seu Jorge
Essa Continuação se passa alguns anos depois do Primeiro filme. O Capitão Nascimento agora é Comandante do BOPE, divorciado e pai de um adolescente de 16 anos.
Ao liderar uma rebelião no presídio BANGU 1 e tendo André Matias como líder de um dos comandos do BOPE a invasão acaba mal sucedida, com a morte de alguns presidiários e na fúria de um ativista de recursos humanos Fraga ( O ótimo Irandhir Santos de "Quincas Berro D´agua) agora casado com...(segredo, não vamos estragar o filme...)

Irandhir Santos
A invasão é massacrada pela mídia e comemorada pela sociedade, o que faz com que o Comandante Nascimento se torne sub-secretário de segurança do Rio de Janeiro.
Com o poder executivo nas mãos o comandante Nascimento faz uma verdadeira "limpeza" nas favelas cariocas, equipando o BOPE com um poder de fogo jamais visto.
Com o tráfico em baixa nos morros cariocas os policias corruptos decidem partir para uma nova forma de ganhar dinheiro formando as milícias.
 O que parecia ser um novo começo para os morros cariocas acaba se tornando um trunfo para as milícias.


 


Se no primeiro filme"Tropa de Elite" mostrava que o tráfico existia graças aos burgueses que a financiavam e a corrupção policial que aceitavam o famoso "arrêgo", no segundo mostra que o problema está enraizado na política que vê na violência e no medo uma maneira de angariar votos e conquistar o poder.



Bráulio Montovani mostra porque é considerado um dos maiores e melhores roteiristas nacionais.
Sem contar a ótima montagem de Daniel Rezende ( indicado ao Oscar por Cidade de Deus) e a ótima direção de José Padilha (Ônibus 147) que mais uma vez acerta na fórmula de misturar ficção e realidade de maneira quase documental.
As frases de efeitos ainda estão lá, a ação e o sangue também, mas dessa vez com alguns anos de bagagem nas costas fazendo com que o peso do primeiro filme se tornasse uma evolução, que de forma madura e corajosa não deixou nada a desejar ao primeiro longa...


NOTA: 9,0







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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

DEXTER

Dexter: O Anti-herói...

Estreiou no Dia 26 de Setembro nos Estados Unidos a Quinta e provavelmente mais explosiva temporada da série mais foda dos últimos anos da TV Norte-americana: DEXTER.
O Anti-herói mais sombrio e boa praça dos últimos tempos na TV.
Dexter surgiu em 2006 no canal de TV fechada Showtime.
A série é baseada no livro Darkly Dreaming Dexter, de Jeff Lindsay.
Dexter Morgan (Michael C. Hall na sua melhor interpretação, melhor ator de drama no Globo de Ouro 2010) é um Especialista Forense em análises sanguíneas do Departamento de Polícia de Miami. Essa é pelo menos é a sua função durante o dia.
Durante a noite ele se torna o justiceiro que mata de forma impiedosa bandidos que conseguem se livrar da cadeia por falhas da justiça.


1ª TEMPORADA

Quando criança, Dexter descobriu que tinha compulsão por matar. Filho de um Policial, Harry , este o ensina a controlar seus impulsos homicidas, primeiro o ensinando a matar apenas pequenos animais e no decorrer de sua vida apenas criminosos, tudo regido por um rígido código de conduta.

Mesmo sendo um assassino frio Dexter precisa se passar por um ser humano normal, precisando a todo tempo dissimular sentimentos que não possui e encontra na fragilidade da sua namorada Rita (A linda Julie Benz) e em sua família o lugar perfeito para seu disfarce.
No Departamento de Policia é o tipo boa praça, amigo de todos e tem na irmã Deb (Jennifer Leann Carpenter de "O Exorcismo de Emily Rose") a aura de irmão protetor e conselheiro.

 

A linha tênue que separa a realidade do mundo que  criou e do mundo que "o criou" o persegue durante toda a primeira temporada, quando descobre a verdade sobre seu pai, sua verdadeira família e a origem do seu impulso por matar, quando viu ainda bêbê a  própria mãe ser morta num container e ficar lá dias a fio em meio a todo aquele sangue até ser encontrado pelo seu pai adotivo Harry, que mesmo depois de morto ainda aparece pra ele, representando sua consciência. .
Surge ainda o fascínio por um serial Killer (O Assasino do caminhão de gêlo) que a cada corpo deixado para trás deixa uma pista sobre seu passado.

2ª TEMPORADA

No final da primeira temporada o "cimitério" deixado para trás por Dexter é descoberto, fazendo com que a polícia tenha agora um novo serial killer como alvo para capturar. O Açougueiro de Bay Harbor.
A sua máscara antes inperceptível, passar a ser desvendada pelo Sargento James Doakes (Erik King, o Moisés da série "Oz") que passa a persegui-lo.
Em meio a perseguição do sargento e do Departamento, Dexter tenta entender e controlar seus impulsos e encontra em Lila a redenção para seus segredos. Alguém que o viu da forma que ele verdadeiramente é, e mesmo assim não fugiu.
Mas com o tempo o fascínio se torna obsessão, e em meios a tantas perseguições Dexter descobre verdades sobre Harry que o fazem contestar o código que ele criou e até onde pode chegar para manter seu disfarçe.



3ª TEMPORADA 


Dexter começa a Terceira temporada fazendo o que saber fazer de melhor: Matar!!!
Mas o que aconteceria se Dexter ferisse o seu código de conduta matando um inocente? Na tentativa de mais um assassinato Dexter presencia uma briga entre Frebbo e um outro homem que acaba sendo morto por Dexter.
Chegou a hora de Dexter dar mais um passo a sua humanidade com o sentimento de culpa e remorso por essa morte.

Para complicar ainda mais a situação  o homem morto é irmão mais novo de um grande promotor de Justiça, Miguel Prado, ex-caso da Tenente do Departamento Maria Laguerta (Lauren Vélez, a Doutora Nathan de "Oz").



Frustrado pela impunidade da morte do irmão, Miguel Prado decide investigar o assassinato por conta própria.
Tentando tirar o promotor da sua cola, Dexter decide matar Frebbo, só não contava estar sendo seguido por Miguel Prado.
 Vendo a morte de Frebbo como um ato de agradecimento e justiça não como um assassinato a sangue frio , Miguel Prado acaba despertando um estranho fascínio por Dexter e  uma estranha amizade surge entre os dois.

Mas junto com a amizade surge a inveja do irmão mais novo de  Miguel, Ramon Prado, que desconfia do envolvimento de Dexter na morte do irmão mais novo.

Dexter dá mais um passo a sua humanidade encontrando pela primeira vez um amigo e também ao descobrir que ao contrário do que fez durante toda sua vida, dessa vez não dará fim a uma vida, mas dará origem a uma...
O que parecia ser uma simples amizade vai tomando contornos macabros quando Miguel Prado propõe a Dexter uma parceria em novos assassinatos.
Assim como Dexter Miguel Prado deseja matar apenas assassinos, até Dexter descobrir que Miguel Prado decidiu agir sozinho, matando uma juíza que poderia condená-lo.
Sentindo-se traído Dexter parte ao encontro de Miguel Prado e novas revelações são feitas desencadeando fatos surpreendentes e desastrosos no final dessa explosiva 3ª Temporada.






4º TEMPORADA


"Vou te Contar um segredo: papai mata pessoas".
Ao contrário da maioria dos pais, Dexter não conta histórias de ninar ou conto de fadas para seu filho dormir. Essa é a história que Dexter conta a noite ao seu filho recém-nascido.
Essa é a nova rotina de Dexter: Perito Criminal, Serial- killer e agora pai.

Se antigamente os dois mundos em que Dexter vive se contrastavam, agora as coisas só pioram. Mais um serial killer surge em Miami, o Trinity (John Ligthgow, grande vilão do diretor Brian De Palma).
Trinity é um assassino que de tempos em tempos comete uma série de 3 mortes que aparentemente não possuem ligações.
Dexter passa a seguir os seus passos , até descobrir que Trinity assim como ele tem uma vida paralela a vida de assassino. Aparentemente um pai de família dedicado, cidadão de bem e (pasmen) cristão.

Passando-se por um homem que está perdido na vida e precisando de ajuda Dexter passa a fazer parte do dia-a-dia família de Trinity, percebendo que nem tudo é tão perfeito quanto parecia.
Com uma "nova família" Dexter acaba ausentando-se de casa, o que acaba gerando um iníco de caso extraconjulgal de Rita.

Dexter tem a chance dematar Trinity, mas deseja antes aprender  como ele consegue manter durante tanto tempo e de forma tão sigilosa os seus segredos e instintos longe da sua família.
Trinity descobre que Dexter o está engando e passa a persegui-lo indo até o Departamento de Polícia.



Dexter decide então terminar o seu serviço.
Só não esperava após o assassinato de Trinity encontrar Rita morta na banheira de sua casa e seu filho, assim como ele quando bêbê,  sentando numa pôça de sangue da própria mãe,  algo que deixou os fãs sem palavras e ansiosos pela chegada da Quinta Temporada.
O Ponto negativo ficou por conta do diagnóstico de câncer do ator Michael C. Hal...





5º TEMPORADA

A Quinta Temporada de Dexter ja começa com o nosso Anti-herói mais uma vez como suspeito de um crime ao ser encontrado pela polícia em frente de casa com seu filho cheio de sangue nos braços dizendo que foi ele o responsável pelo crime.
Chocado com a morte de Rita Dexter não consegue mais dissimular suas emoções o que acaba despertando a desconfiança de Quin (parceiro de Deb), que assim como Doakes tentará desmascará-lo.
O que virá nos próximos capítulos é uma incógnita, mas de uma coisa podemos ter certeza. Dexter é uma das séries mais viscerais dos últimos tempos...





 


Prêmios

 2006


AFI Awards — Programa de TV do Ano — Seleção Oficial.
IGN - Melhor Programa Nova
IGN - Melhor Ator - Michael C. Hall
IGN - Melhor Vilão - The Ice Truck Killer
IGN - Melhor Personagem - Dexter Morgan
Satellite Awards — Melhor Atriz Coadjuvante em Série — Julie Benz

2007


Emmy – Melhor Design de Título de Abertura
Emmy – Melhor Edição com Uma Câmera para Série Drama
IGN - Melhor Argumento
IGN - Melhor Programa de Televisão
Satellite Awards – Melhor Ator coadjuvante em série de TV – David Zayas
Satellite Awards – Melhor Ator em série Dramática – Michael C. Hall
Satellite Awards – Melhor Série Dramática
Saturn Awards – Melhor Ator em Série de TV – Michael C. Hall

 2010



Globo de Ouro - Melhor ator em série de drama - Michael C. Hall
Globo de Ouro - Melhor ator coadjuvante em série de televisão, minissérie ou filme feito para a TV - John Lithgow
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

OS MERCENÁRIOS





Os anos 80 e 90 estão de Volta...

Stallone é um cara esperto!!!
Depois de muito tempo no ostracismo e sem um grande sucesso de bilheteria  fez o que as maiores dos astros que precisam voltar aos holofotes fazem: reviver o passado.
No seu caso veio em Dose Dupla com "Rocky VI" e "Rambo IV".

Mas e depois disso o que ele faria?
Bom. O que ele fez apenas foi realizar o sonho de 11 em cada 10 adolescentes das décadas passadas.
Colocou os maiores astros do cinema de ação dos anos 80
 e 90 no mesmo filme e adicionou a isso os  "astros" do cinema de ação contemporâneo ou seja,  mesclou o "melhor" do passado e do presente. Uma grande sinfonia de destruição regida pelo mestre Stallone.





Stallone juntou nada menos que : Bruce Willis e Arnold Schwarzennegger (esses dois numa pequena e engraçada participação), Dolph Lundgren (eterno "astro" de segunda linha dos filmes de ação) Mickey Rourke (grande promessa dos anos 80 que afundou nas drogas e voltou a  evidência recentemente no filme "O Lutador") e adicionou a eles Jet Li (Astro chinês),  Jason Statham (da Franquia Carga Explosiva), Terry Chews (Todo Mundo Odeia o Chris) e mais alguns "ilsutres" participantes...

 Com certeza faltou o "astro" belga Jean Claude Van Damme que negou o pedido de Stallone dizendo que o personagem era sem conteúdo e só visava lucro. (O papel acabou ficando com Dolph Lundgren.)
Stallone  rebateu a acusação dizendo que ele não quis perder uma luta pra Jet Li.
Independente de qual versão seja a verdadeira fica a promessa da participação de Van Damme na sequência já prometida por Stallone.



Stallone é Barney Ross, o líder de um grupo de mercenários que são "convidados"  a participar de uma missão numa ilha chamada Vilena, localizada no Golfo do México, (As filmagens ocorreram no Brasil  e nos Estados Unidos)  para matar um ditador local, o General Garza ( David Zayas  - O  Hernandes da série "OZ" e detetive Batista em "Dexter").

Por trás do general está o seu financiador,o  ex-soldado da C.I.A James Monroe, o verdadeiro alvo (Eric Roberts - o famoso irmão drogado de Julia Roberts).O contato de Ross na ilha é Sandra, a bela atriz brasileira Gisele Itié (ex atriz global mais conhecida como Bela a Feia da Record -  Cléo Pires chegou a ser cogitada para o papel mas não foi liberada pela Globo.)



Ross decide então visitar a Ilha antes da missão para tomar conhecimento do local, mas precisa fugir  quando é descoberto pelas tropa do general Garza, deixando Sandra (filha do general) para trás. Sentindo-se culpado Ross decide voltar com seu grupo para ilha para cumprir a sua missão. Se cada ator nos seus respectivos  filmes já eram o exército de um homem só,  não precisa dizer que juntos não economizam tiros e explosões num grande viagem nostálgica aos velhos filmes de ação dos anos 80.

   


O Filme foi marcado por alguns declarações polêmicas de Stallone que "poderia explodir o país inteiro e ainda assim ganharia um macaco de presente dos brasileiros", mas isso não impediu que o filme ficasse em primeiro lugar já na estréia  na bilheteria americana e fosse bem também no Brasil. Não esperem um roteiro fascinante cheio de diálogos inspirados, atuações marcantes e reviravoltas surpreendentes.  "Os Mercenários" é o típico filme de ação que consagrou cada um dos atores convidados e principalmente o mestre de toda a trupe: Sylvester Stallone.
NOTA: 6,5

Direção: Sylvester Stallone
Roteiro:Sylvester Stallone
Elenco: Sylvester Stallone, Jason Statham, Jet Li, Dolph Lundgren, Eric Roberts, Gisele Itié, Tom Berenger
Fotografia:Jeffrey L. Kimball
Música:Brian Tyler
Figurino:Lizz Wolf
Edição:Ken Blackwell e Paul Harb
Efeitos especiais:Sergio Farjalla Jr. e Andy Weder
Produção:Kevin King, Avi Lerner, Kevin King Templeton, John Thompson e Les Weldon
Estúdio:Millennium Films, Nu Image Films, Rogue Marble
Distribuidora:Lionsgate, California Filmes
Duração: 101 minutos
País: Estados Unidos
Ano: 2010
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