quinta-feira, 6 de julho de 2006

CÃES DE ALUGUEL


O Fantástico Mundo de Tarantino

Há quem diga que Quentin tarantino é o novo Martin Scorsese. Há quem diga que Quentin tarantino é um revolucionário e de ter injetado sangue novo no cinema americano com sua maneira peculiar de narrativa e a violência quase poética de seus filmes.

Há quem o considere apenas um bom cozinheiro que dá nova vida a velhas receitas. Independente da opinião que você possui, não há como ficarmos indiferente a "estréia de Quentin Tarantino na "direção"(Quentin dirigiu um filme chamado " My Best Friend Birthday"que nunca foi lançado).



A narração começa com homens engravatados numa mesa de restaurante discutindo "Papa Dont Preach", indícios da cultura pop tão presente nas obras de Quentin Tarantino e evidenciada posteriormente no seu outro grande Clássico"Pulp Fiction".
Os homes partem para o Assalto que fracassa e marcam para se encontrar num galpão abandonado para repartir os diamantes. Mr White (Harvey Keitel) chega com Mr. Orange (Tim Roth) que está ferido. Mr Pink (Steve Buscemi) chega logo depois e diz acreditar que um deles o traiu, logo depois chega Mr. Blonde (Michael Madsen, fantástico).



É aí que vem o grande trunfo de Quentin. Todos são suspeitos. A cena da tortura do policial ao som de Bob Dylan é histórica. 
"Não vou enganá-lo. Não estou interessado no que você sabe, mas vou torturá-lo, mesmo assim. não por que quero saber alguma coisa, mas por que gosto de torturar tiras. A única coisa que pode fazer é rezar por uma morte rápida, a qual não terá", diz Mr. blonde na cena da tortura que é um mistura surreal de humor negro e sadismo.


O filme é fantástico e causou o maior furor na epóca que foi lançado catapultando Quentin para o "Hall dos grandes diretores". O final do filme resulta numa bando de sangue no mais puro estilo tarantiniano de ser.
Um dos melhores filmes dos anos 90 e da história do cinema na minha opinião. Numa mistura do realismo de Martin Scorsese e a veracidade de Sam Peckinpah, eis Quentin tarantino, o diretor mais autêntico e surpreendente surgido nos últimos anos...

NOTA: 9,0

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quarta-feira, 21 de junho de 2006

AÇÂO ENTRE AMIGOS

O Cinema Nacional, a Ditadura e suas feridas

Não Poderíamos deixar de comentar filmes nacionais em nosso blog. Um pouco marginalizado devido a ignorância de muitos, o cinema nacional a cada ano que passa mostra a sua força em produções cada vez mais ousadas e reconhecidas pelo grande público. E não estamos falando de Xuxa, Angélica e Trapalhões (Será que isso é cinema???) , mas de produções de diretores independentes que mostram a força do nosso cinema.
E um dos grandes diretores revelado nos últimos anos no Brasil com certeza é: Beto Brant.
No seu primeiro filme, "Os Matadores", Brant nos levou ao mundo dos matadores de aluguel na fronteira Brasil-Paraguai.
Um filme que surpreendeu muita gente.
Nesse segundo filme, Brant acerta de novo, ao mostrar as feridas causadas(não somente fisicas) pela ditadura militar.


4 amigos que se reúnem para um tranquilo final de semana de pescaria(No passado os 4 combateram juntos a Ditadura militar) , até que um deles( Miguel) mostra a foto de um comício onde aparece um homem que ele acredita ser o mesmo homem que os torturou no passado e que eles acreditavam estar morto(Leonardo Villar, de "O pagador de Promessas"). Miguel convence os amigos a irem até a cidade onde foi tirada a foto e investigar.

Ao chegar a cidade e encontrar o seu carrasco, a sede de vingança de Miguel aumenta, mas seus amigos não estão dispostos a desenterrar o passado. Os amigos sequestram o suposto carrasco e o levam para um acerto de contas.
Mas até onde cada um deles pode ir?Todos superaram seus traumas menos Miguel que perdeu sua namorada que estava grávida numa sessão de tortura. É chegado a hora do acerto de contas e o homem que eles sequestraram faz uma revelação que mudará a vida de todos eles.

Beto Brant mostra que "Os Matadores" não foi um simples acerto de principiante e nos revela um parte da história do Brasil escondida e amarga, que não está nos livros , mas na mente de todos aquele que lutaram para que hoje vivêsse-mos num país livre.
É inegável que um produção melhor daria melhores resultados, mas também é inegável que "Ação entre Amigos" é um filme visceral e surpreendente do nosso grande e pouco reconhecido cinema nacional.
Destaque para um elenco totalmente desconhecido do grande público, que mostra que não precisamos de Tony Ramos e Glória Pires da vida para se fazer um bom produto tipicamente nacional.


Ação entre Amigos 1998 - Cor - 35mm - 76 min -
Direção: Beto Brant
Argumento: Marçal AquinoRoteiro:Beto Brant, Marçal Aquino e Renato Ciasca,sobre história original de Marçal Aquino
Direção de Fotografia: Marcelo Durst
Música: André Abujamra





Prêmios:
La Biennalle di Venezia
55a Mostra Internazionale d'Art Cinematográfica de Veneza
Seleção Oficial Sundance Film Festival
Seleção Oficial Festival de Cuiabá
Prêmios de: Melhor Filme, Melhor Direção e Produção Executiva


NOTA: 7,5


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segunda-feira, 5 de junho de 2006

MISSÃO IMPOSSÍVEL 3

 Tom Cruise está de volta com a melhor parte da Franquia

O que se esperar de um filme com Tom Cruise como protagonista?Com certeza um bom filme e ótima bilheteria. O que se esperar de um filme com a estréia (no cinema) na direção de J.J. Abrams? Com certeza muita ação e suspense, afinal de contas, ele é a mente pensante por trás dos seriados:ALIAS e do arrasa quarteirão LOST.
O que esperar da união dessas duas feras? Com certeza o melhor filme da série.
Se no primeiro filme da série, com direção do mestre do suspense Brian De Palma ("Os intocáveis", "Scarface"), o filme tinha um bom roteiro mas deixava a desejar na ação, no segundo, com direção do mestre chinês dos filmes de ação, John Woo(O Alvo, A Outra Face) aconteceu o inverso; O filme tinha boas cenas de ação (algumas totalmente forçadas, é verdade) mas um roteiro fraco.



Em Missão Impossível 3 temos um filme bem balançeado, tanto nas cenas de ação como no roteiro, que é recheado de reviravoltas, assinado pelo proprio J.J.Abrahams. Além do que, o filme acerta por mostrar um Ethan Hunt(Tom Cruise) mais humano, coisas um pouco esquecidas pelos produtores nesse tipo de filme.



Ethan está afastado de suas atividades secretas e vive uma vida tranquila ao lado seu noiva(Michele Monagham, linda) até que uma de suas antigas agentes é capturada e Ethan tem que voltar a ativa. É aí que entra os pontos mais altos do filme. As cenas de ação com certeza são as mais impressionates da história recente do cinema. A cena de Tom Cruise caindo do alto de um prédio em Xangai ou a do resgate na ponte são sensacionais, diga-se de passagem todas protagonizadaspelo próprio Tom Cruise, que como sempre dispensou a ação dos dublês.
A sua nova equipe também tem bastante destaque, sem contar o melhor vilão da série:Philip Seymor Hoffman (Capote), totalmente frio e cruel.
O melhor vilão, o melhor roteiro, as melhores cena de ação, e com certeza o melhor de todos os filmes da série. Você com certeza não vai se arrepender...



O filme a princípio seria dirigido por John Carnahan, diretor de Narc, filme ressucitado do circuito independente por Tom cruise, mas por diferenças artisiticas, Carnaham acabou pulando fora, o que gerou um atraso de quase 2 anos de MI3.
O filme custou 150 milhões de doláres...

NOTA:8,0

Mission Impossible 3(2006)
Direção: J.J.Abrams Elenco: Tom Cruise, Ving Rames, Philip S. Hoffman,Michelle Monagham, Keri russel, Laurence Fishiburne, Maggie Q, Jonathan Rhys-Meyers
Produção: Tom Cruise/Paula Wagner Produtora: Paramount Pictures






Bom Divertimento!!!
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sábado, 13 de maio de 2006

COP LAND

Stallone surpreende nesse surpreendente filme Policial

Sylvester Stallone sempre foi um dos atores mais subestimados de Hollywood, apesar do Oscar de melhor filme por "Rocky I" (O roteiro foi escrito pelo próprio Stallone) e de também dirigir, (alguns da série "Rocky") a série "Rambo" e outros filmes como: "Stallone Cobra", "Tango e Cash" e "Condenação Brutal", nunca contribuíram para sua imagem de bom ator, pois esses filmes exigiam mais músculos do que talento.
Depois de uma tentativa frustrada na comédia ("Pare se não Mamãe atira" e "Minha filha quer casar") e alguns fracassos de bilheteria ("Assassinos", "O Juíz", e "O Especialista") eis que surge um Stallone 20 quilos mais gordo (algo semelhante ao que De Niro fez em "Touro Indomável" de Martin Scorsese, em breve aqui no blog), como Fred Hefflin, um Xerife de uma cidade onde a maioria de seus habitanes são policias (O Cop land do título).



Fred perdeu a audição de um dos ouvidos ao salvar uma jovem de um afogamento na sua adolescência (Anabella Sciorra de "A Mão que balança o berço"- correta como sempre), jovem essa que ele ama até os dias de hoje e está casada com um policial agressivo. Fred num momento do filme diz que a ter salvado foi a coisa mais importante que ele fez na vida, mas que se hoje ele a visse se afogando ele ficaria parado, olhando e a deixaria lá.
Ser policial era seu maior sonho, que não pôde ser realizado por essa deficiência. Tudo que lhe restou foi ser o Xerife de uma cidade onde o nível de violência é quase zero e todos o subestimam.



Tudo começa a mudar quando um jovem policial comete um assassinato e é acobertado pelo seu padrinho (Harvey Keitel, de "Cães de aluguel"e "Taxi Driver"). A sociedade não engole a estória e eis que surge Robert De Niro como um Detetive da corregedoria. De Niro começa a contestar Fred e suas ações.
Até quando ele irá conseguir viver em meio a sujeira e fechando os olhos, enquanto todos o subestimam??? Fred ver nessa trama de corrupção e morte a chance de mostrar pelo menos uma vez alguma coisa de verdade numa cidade coberta de mentiras.
Em meio ao fogo cruzado está Ray Liota (Narc, Bons Companheiros), um policial que anda nos dois lados da lei.Stallone dá um show de atuação não deixando nada a dever a seus parceiros de cena, que diga-se de passagem são atores consagrados. Chega a ser patético e chocante ver um Stallone gordo, bebâdo, ou dormindo num carro da policia enquanto trabalha ou tomando um sermão de Harvey Keitel e De Niro, principalmente para quem está acostumado a vê-lo em filmes de ação, mas é gratificante vê-lo numa atuação correta e marcante que lhe rendeu vários elogios da imprensa mundial e uma possível indicação ao oscar, algo que acabou não acontecendo.



Dos 20 quilos para o papel e demorou 6 meses para perdê-los e abriu mão do seu cachê de 20 milhões de Doláres.
Cop Land estreiou em primeiro lugar nas bilheterias na primeira semana, mas perdeu o posto nas semanas seguintes...
O Desfecho do filme é Fenomenal e resulta num banho de sangue. O Segundo filme do Diretor James Mangold (que mais viria a dirigir Angelina Jolie e Winona Ryder em "Garota interrompida") foi perfeita assim com Cop land. Um bom drama policial e o filme mais impressionante da carreira de Stallone...



NOTA 9,0


Título Original: Cop LAnd (1998)
Genêro: Policial/Drama
Direção/Roteiro: James MAngold
Com: Sylvester Stallone, Robert De NIHarvey Keitel, Anabella Sciorra, Ray Liotta, Peter Berg, Michael rapport.
Duração: 104 min
Estúdio: Miramax.
Música: Howad Shore
Edição: Craig Mckay

Sérgio Silvestre Valverde
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sábado, 22 de abril de 2006

FIM DE CASO


Neil Jordan e seus conflitos...

Essa é um seção em que nós comentaremos um grande clássico que está perdido no meio das prateleiras de sua locadora, e vamos iniciar essa seção com um grande clássico de Neil Jordan, baseado num romance do escritor Inglês Graham Greene de 1951, "Fim de caso" (End Of Affair).
Um dos melhores filmes, se não o melhor do Diretor Irlandês Neil Jordan, responsáveis por filmes como: Entrevista com o Vampiro, Traídos pelo Desejo, Nó na Garganta e Michael Collins - O Preço da Liberdade.



"Este é um diário de òdio". Essa é a frase que inicia o filme com o personagem Maurice Bendrix, interpretado magnificamente por Ralph Fiennes ("A lista de Shindler", "Os Vingadores" e "O Paciente Inglês") e que define todo o sentimento da história. Ódio de Deus, de si mesmo, do mundo e até da mulher que ama, Sarah, interpretada pela fantástica Julianne Moore ("As Horas", "Hannibal", "Boggie Nights" e "Os Esquecidos").

Tudo começa quando Bendrix encontra um velho amigo, Henry Miles (Stephen Rea de "Nó na garganta ", na sua Oitava contribuição com o diretor Neil Jordan) numa noite na chuva e Henry confessa a Bendrix que Sarah o está traindo.
"Parece que o demônio me fez encontrá-lo naquela noite", pensa Bendrix. Os dois voltam para casa e Bendrix e Sarah se reencontram. Bendrix não acredita que dois anos separados foram suficientes para Sarah esquecê-lo e que já estava tendo um novo caso, então resolve contratar um detetive para seguir Sarah e desvendar esse mistério.




O Amor de Bendrix por Sarah chega a ser doentio que numa certa parte do filme ele diz: "Tenho ciúme de tudo que se move, tenho ciúme da chuva...tenho ciúmes dos seus sapatos porque eles a levam para longe de mim". Daí em diante o filme alterna idas e vindas no passado revelando o amor secreto dos dois até o dia em que depois de um ataque aéreo (o filme se passa durante a segunda guerra Mundial) Sarah misteriosamente resolve largá-lo sem explicar o por que.

Milagres, traições, ódio, submissão e amor são os ingredientes desse filme simplesmente fantástico, que conseguiu um feito quase sempre insuperável (Graham que nos perdoe) de ser tão bom quanto o livro.
Neil Jordan conta essa fantástica história de uma maneira totalmente segura nos mostrando que nem sempre o tempo pode curar as feridas que o ódio não nos deixou esquecer e que o amor nos fazem lembrar.



No final do filme Bendrix diz: "Deus, você na sua imensa sabedoria tirou Sarah de mim...agora Lhe peço, esqueça de mim para sempre..."
Com certeza uma das mais belas histórias de amor e traição contada pelo cinema.

O filme recebeu 2 indicações ao Oscar: Melhor Atriz (Julianne Moore) e Melhor Fotografia, além de 4 indicações ao Globo de Ouro: Melhor Filme em Drama, Melhor Diretor, Melhor Atriz em Drama (Julianne Moore) e Melhor Trilha Sonora Original.




Nota: 1O


Fim de CAso (End Of Affair) 1999
Dirigido por: Neil Jordan
Elenco: Raulph Fiennes, Julianne Moore, Stephen Rea, Ian Hart, Jason Isaacs. 112 min.

Sérgio Silvestre Valverde
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quinta-feira, 20 de abril de 2006

CRASH - NO LIMITE

BEM VINDOS AO CINEMOVIES!!!

CRASH – NO LIMITE
Nada como inaugurar nosso blog com um filmaço como: Crash - No Limite, ganhador do oscar desse ano de melhor filme, além de melhor roteiro original e montagem.
Dirigido espetacularmente pelo diretor e roteirista Paul Higgs (ganhador do oscar de melhor roteiro adaptado por Menina de ouro) Crash é um soco no estômago da hipócrita sociedade contemporânea.



Um filme forte e ousado, de personagens profundos e marcantes.
Pessoas simples que têm as suas vidas entrelaçadas pela caótica cidade de Los Angeles.
Uma cidade de grande diversidade étnica e preconceitos.Todos são alvo dessa guerra invisível e intolerante.

Nem todos são bons e maus o tempo todo e todos sofrem com o  preconceito e também o despejam sobre os outros de forma totalmente hipócrita.

Sem contar um elenco de estrelas dividindo o mesmo espaço de maneira bastante coesa, sem ofuscar o brilho do outro, destaque para Mat Dillon como um policial que é capaz dos atos mais abomináveis aos mais louváveis que acabou lhe rendendo uma indicação ao oscar.



Atuações e cenas marcantes (A cena da menina protegendo o pai é de arrancar lágrimas dos mas duros dos corações) marcam esse filme que chegou de mansinho sem fazer muito alarde, ganhou o oscar e deixará você refletindo sobre a vida durante muito tempo...

Crash - no Limite Ganhou o Grande Prêmio Especial, no Festival de Deauville
Vencedor do Oscar de melhor filme , Roteiro Original e Montagem.

NOTA: 9,5



Crash - No Limite (Crash) 2004
Dirigido por: Paul Haggis.
Com: Don Cheadle, Matt Dillon, Ryan Phillippe, Terrence Howard, Sandra Bullock, Jennifer Esposito, Loretta Devine, Keith David, Art Chudabala, Tony Danza, Karina Arroyave, William Fichtner, Brendan Fraser, Ken Garito, Nona Gaye, Ludacris, Thandie Newton, Martin Norseman, Yomi Perry, Michael Pena, Bahar Soomekh, Larenz Tate, Beverly Todd, Shaun Toub, Ashlyn Sanchez, Marina Sirtis

Sérgio Silvestre Valverde



Bom Divertimento!!! \o/
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